NO VATICANO

Papa Leão XIV aumenta empenho diplomático contra guerras no mundo

Representante do Vaticano está em viagem a Moscou para tratar da guerra na Ucrânia

O Papa Leão XIV tem intensificado apelos pelo fim das guerras no mundo. Na Ucrânia, pediu o fim dos ataques contra civis e mais espaço para a diplomacia. No Oriente Médio, voltou a defender a paz entre israelenses e palestinos. E hoje, em Moscou, a diplomacia do Vaticano deu um passo concreto nessa direção.

Reportagem de Adilson Sabara
Imagens de Vatican News, Reuters e Julio Menezes

 

A cada novo ataque, novas vítimas. Para o Papa Leão XIV, guerra não pode ser resposta. Repetidas vezes, o Pontífice pediu o fim dos ataques contra civis no confronto entre Rússia e Ucrânia. A mensagem foi direta. “É preciso interromper a espiral de violência e abrir espaço para a diplomacia e o diálogo”, disse ele.

Além do conflito na Europa, o olhar do Santo Padre está constantemente voltado para o Oriente Médio. Leão XIV condena a violência contra a população civil palestina na Cisjordânia e pede à comunidade internacional que avance com urgência na solução de dois estados. Um caminho que, segundo o Pontífice, pode garantir paz entre israelenses e palestinos.

No encontro em Rimini, na Itália, no último sábado, Papa Leão XIV propôs o realismo da misericórdia, reconhecer que até os adversários são irmãos e que os conflitos não podem ser resolvidos pela lógica das armas.

Hoje, esse compromisso com o diálogo ganhou um gesto concreto. O secretário do Vaticano para as relações com os Estados e Organizações Internacionais está em Moscou. O arcebispo Paul Richard Gallagher se reuniu com o ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para tratar da guerra na Ucrânia e das possibilidades de paz.

O ministro destacou a atuação do Vaticano nas questões humanitárias da guerra na Ucrânia e reafirmou o compromisso de manter a cooperação, inclusive na questão das crianças afetadas pelo conflito.

Foi o primeiro encontro presencial de alto nível entre representantes do Vaticano e da Rússia em cinco anos. De acordo com Dom Gallagher, a posição da Santa Sé permanece clara. “O conflito não pode ser resolvido por meios militares. É essencial criar as condições para um processo político e diplomático sério, alertando que o prolongamento da guerra aumenta o sofrimento da população e dificulta uma solução”, ressaltou ele.

A viagem do arcebispo Gallagher também incluiu um encontro com a comunidade católica na Rússia, reunião com o clero e religiosos e celebração de Missa na Catedral de Moscou.

A Igreja Católica é minoria e está espalhada por um vasto território. Enquanto os conflitos continuam, o Papa pede que a esperança não seja vencida pelos ventos da guerra.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content