EM ROMA

Papa destaca missão das forças armadas e agentes de segurança

Em encontros no Vaticano, Leão XIV reforçou o compromisso com a paz, a inclusão e a proteção dos mais vulneráveis

Após um fim semana de encontros com os mais vulneráveis, apelos por paz e uma reflexão sobre a identidade de Jesus, o Papa Leão XIV destacou a responsabilidade dos militares e a importância de acolher as pessoas com deficiência.

Reportagem de Adilson Sabará
Imagens de Vatican News

 

Encontros, reflexões e apelo à paz. Nesta segunda-feira, o Papa recebeu representantes do ordinariado militar de Portugal e destacou a responsabilidade das Forças Armadas e agentes de segurança de proteger as pessoas e promover a justiça e a paz.

“Cabe a cada um de vós a nobre missão de defender a soberania da pátria e o estado de direito, zelando pela segurança dos concidadãos e protegendo-os das injustiças”.

Leão XIV recebeu também representantes da Federação Marsodeto da Espanha, que há 45 anos atua junto a pessoas com deficiência intelectual e paralisia cerebral. O Papa destacou a dignidade e a importância da inclusão dos mais vulneráveis.

Durante o Angelus de domingo no Vaticano, o Santo Padre se baseou no Evangelho para fazer uma pergunta a cada cristão. “Quem é Jesus para mim?” O Papa respondeu que a fé exige um encontro pessoal com Cristo e não pode se limitar a respostas prontas ou ao que recebemos dos outros.

Depois da oração, Leão XIV, próximo às vítimas de tragédias recentes, pediu atenção internacional ao surto de ebola na República Democrática do Congo e ao deslizamento em uma mina na República Centro-Africana. O Papa recordou o terremoto que atingiu a Itália há 10 anos, relembrando as lutas das comunidades em meio à reconstrução.

No dia anterior, o Pontífice esteve na República de San Marino e em Rimini, na Itália, onde participou do 47º Encontro pela Amizade entre os povos. O Papa criticou o que chamou de falso realismo, que alimenta a lógica das armas, das guerras e da divisão, e convidou especialmente os jovens a assumirem a responsabilidade pela construção de um mundo mais justo e fraterno.

O Santo Padre afirmou que o mundo precisa do entusiasmo, da caridade e da fidelidade da juventude. Ainda em Rimini, o Santo Padre encontrou doentes, pessoas com deficiência e assistidos pela Cáritas. Um momento de proximidade com quem vive situações de fragilidade e que tem um lugar essencial na vida da Igreja.

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