Durante o encontro com a comunidade eclesial de San Marino neste sábado, 22, Leão XIV destacou a importância de testemunhar a beleza da vida batismal
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV enfatizou testemunho do Evangelho em seu encontro com a comunidade eclesial de San Marino / Foto: Vatican Media/Mario Tomassetti/Handout via REUTERS
Prosseguindo com sua agenda durante a visita pastoral a San Marino neste sábado, 22, o Papa Leão XIV visitou a Basílica de San Marino para um momento de adoração eucarística e de encontro com a comunidade eclesial.
Após os compromissos no Palácio Público, o Pontífice deslocou-se a pé até a igreja, onde se reuniu com sacerdotes, consagrados, religiosos e fiéis. Lá, refletiu como experiências de proximidade e solidariedade aparentemente pequenas podem ter um enorme valor profético, especialmente em um mundo marcado por tantos conflitos.
“Diante dessas tendências inquietantes, a nossa resposta não pode ser outra senão a de trilhar com ainda maior convicção o caminho do Evangelho (…) que ensina e exige atenção aos mais fracos, perdão, comunhão e solidariedade”, destacou o Santo Padre.
“Abrir a janela para o infinito”
Citando sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, Leão XIV exortou a comunidade local ao compromisso diário de “pequenas e tenazes fidelidades”. Ele se dirigiu de forma especial aos jovens, recordando as palavras do Papa Bento XVI que, ao visitar San Marino em 2011, convidou-os a “manter aberta a janela para o infinito”.
“Sigam com o olhar da alma os caminhos traçados em vocês pelos grandes anseios de beleza, de bondade e de vida que carregam no coração. Se observarem atentamente os percursos e ouvirem a voz deles, eles os levarão ao alto, ao encontro com Deus, lá onde Ele os busca e os espera”, indicou Leão XIV.
Segundo o Pontífice, os jovens devem, antes de tudo, compreender qual é o chamado que Deus lhes dirige e, em seguida, abraçar sua missão no mundo, sem medo de fazer escolhas exigentes. Neste sentido, animou-os a “deixarem-se envolver” em projetos de caridade e justiça, dando assim “um testemunho de paz que fala ao mundo”.
Educar na fé
Em seguida, o Santo Padre agradeceu aos sacerdotes, catequistas e a todos os educadores da diocese, fundada há 18 séculos por São Marino e São Leão com base nos princípios cristãos de liberdade, de respeito mútuo e de comunhão. Tais valores, observou, são levados adiante até hoje pela comunidade eclesial e civil.
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Leão XIV reconheceu que esse é um trabalho discreto, mas muito importante, dedicado ao crescimento humano e cristão das crianças. Tal serviço é “humilde e precioso”, pois apoia os pais na missão de educar os filhos na fé.
“Por isso, uma pastoral sábia se empenhará em alimentar uma forte sinergia formativa entre famílias e comunidades eclesiais, um pacto educativo, para que os pais se sintam envolvidos, redescubram eles mesmos a fé de maneira nova e tenham a alegria de transmitir aos filhos os valores cristãos dos quais são depositários”, sinalizou o Papa.
Testemunhar a beleza da vida batismal
Do ponto de vista do conteúdo, o Pontífice ressaltou que os “caminhos de crescimento” promovidos por sacerdotes e catequistas devem se concentrar na “beleza e no prazer da vida batismal”, de modo a fortalecer “nas comunidades os caminhos de santidade” e fazer amadurecer a consciência da “própria dignidade profética, sacerdotal e real”.
“Nessa perspectiva”, prosseguiu o Santo Padre, “exercemos a caridade em todas as suas formas, sem economizar, mantendo, porém, sempre no coração e bem presente o bem último e integral das pessoas a quem oferecemos nosso apoio”.
Neste contexto, Leão XIV frisou a importância do apoio mútuo às pequenas comunidades que enfrentam o despovoamento e a falta de serviços. Tais testemunhos de proximidade, expressou, são como “pequenas chamas” que reacendem “o fogo dos valores sólidos”, que ajudam a vencer o individualismo, a cultura metropolitana e consumista e o bairrismo desconfiado e que divide.
Concluindo sua fala, o Papa confiou a comunidade local à intercessão de São Marino e São Leão e reiterou o valor da comunhão a ser cultivada entre as paróquias, entre os pastores e os fiéis e entre os diversos carismas e ministérios, a fim de dar sempre testemunho de unidade.




