Estado concentra 21% do eleitorado nacional e terá papel relevante nas eleições
O estado com o maior colégio eleitoral do país tem um papel central nas eleições gerais deste domingo. Acompanhe a reportagem de Sidinei Fernandes e Leandro Iarussi.
Um em cada cinco eleitores brasileiros votaram em São Paulo. Com mais de 34 milhões de pessoas aptas a ir às urnas, o Estado reafirma seu posto histórico.
É o maior colégio eleitoral do país, representando 21% de todo o eleitorado nacional.
Ganhar em São Paulo não é apenas uma vitória regional, é um passo estratégico para decidir os rumores do Brasil. “A estratégia da campanha é dialogar diretamente com este morador do estado de São Paulo, mostrando quais são suas propostas para o Brasil no geral, mas especificamente pro estado de São Paulo. Então é uma estratégia importantíssima na composição de uma campanha de alguém que se candidata à presidência da República”, analisou o cientista político, Rodrigo Prando.
Mas quem é o eleitor que carrega esse peso nas mãos? Segundo o TSE, a maioria é de mulheres com idade entre 40 e 49 anos e ensino médio completo. Uma massa votante plural dividida entre a Grande Metrópole e o interior.
E a importância de São Paulo não pára apenas na disputa pelo executivo por ter uma população maior. O Estado também elegeu uma bancada maior no Congresso Nacional.
São cerca de 70 deputados federais enviados para Brasília. É por isso que os partidos políticos concentram aqui boa parte dos recursos e das agendas de campanha.
“Ganhar em São Paulo, especialmente ganhar bem, ou seja, aumentar a distância de um presidente que está em primeiras colocações pro segundo, pode significar uma vitória numa disputa que parece ser muito apertada”, apontou ele.
Nas urnas paulistas convivem realidades sociais e econômicas distintas que funcionam como um verdadeiro espelho do Brasil. “Todo Governo, presidente, o deputado tem exerce um poder e esse poder tem que ser exercido com fidelidade”, disse o aposentado, João Libânio Siqueira.
“As pessoas que vão à urna que não saia de casa sem primeiro pedir para que o senhor possa colocar para nós um bom presidente e depois rezar por eles”, contornou aposentada, Ivone Libânio Siqueira.
“Olha, eu espero que tire o povo da miséria, educação”, falou a cidadã.
“Aumentar o salário desse emprego”, comentou o entrevistado.
“O Estado é laico, não precisa que não seja tomado pela Igreja, por nenhuma religião, mas as pessoas têm que se pautar por valores morais”, citou o senhor.
“Que seja um futuro melhor, para o nosso país que está precisando”, refletiu o jovem.
Além do volume de participantes, o grande desafio é combater a abstenção e garantir o voto nas periferias e regiões mais distantes.
393 zonas eleitorais que estão distribuídas em 645 municípios do estado. E para fazer essa máquina funcionar no dia da eleição, são 400.000 messários, que atuam diretamente, além de outros recursos humanos, somando toda força policial, juízes, a gente tem mais de 500.000 pessoas participantes, no dia das eleições. A gente tem um parque de mais de 103.000 urnas eletrônicas para atender todo esse contingente do estado de São Paulo, 11.000 locais de votação. Então, um trabalho alinhado que já vem sendo feito com muita cautela, com orientações, um treinamento para que se realmente tudo ocorre com tranquilidade no dia da votação”, constou o secretário de Comunicação Social do TRE(SP), Vitor Amaral da Silva.
Quando as urnas foram abertas, o resultado vindo de São Paulo vai ecoar por todo o país. Mais do que esses números, são 34 milhões de vozes a ajudar o futuro da democracia brasileira.




