Quase 18 mil voluntários trabalharam para a visita de Leão XIV à cidade de Madri, e hoje receberam a gratidão e o reconhecimento do Papa
Da Redação, com Vatican News

Leão XIV acena aos voluntários que trabalharam em sua visita a Madri / Foto: Vatican Media via Reuters
Encerrando sua agenda de compromissos em Madri, na Espanha, o Papa Leão XIV encontrou-se nesta terça-feira, 9, com os voluntários que trabalharam em sua visita apostólica. Foram quase 18 mil pessoas envolvidas nos trabalhos, a quem o Papa expressou sua gratidão. O encontro foi realizado no pavilhão 3 do Parque de Exposições da IFEMA, tradicionalmente ocupado por feiras e congressos.
“Este encontro é o último da etapa madrilenha da minha viagem apostólica, mas estou muito feliz que seja com vocês, voluntários e voluntárias, cada um de vocês e muitos outros que não puderam estar aqui nesta manhã. Vocês merecem um ‘obrigado’ muito especial, porque ofereceram a presença e o serviço de vocês, e o fizeram por amor ao Senhor, à Igreja e ao Papa. Obrigado de todo o coração!”
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Dois voluntários deram seu testemunho ao Papa: Mercedes Rodríguez Loeb e Nuño Adam Castrillo. A primeira disse que descobriu na Igreja a sua Mãe e no voluntariado uma escola de humildade. Já Nuño relatou que nunca esperou nada em troca com o voluntariado, mas uma certeza silenciosa de estar fazendo a coisa certa.
A gratuidade faz a sociedade crescer
Leão XIV agradeceu aos voluntários por todo empenho, seja por aqueles que tiraram férias do trabalho para ajudar, seja pela dedicação de meses para dar o que podiam à visita apostólica. “Que Deus os recompense como só Ele sabe fazer!”, disse o Papa.
Ele compartilhou, então, uma reflexão simples e resumida assim: “os cristãos são chamados a levar ao mundo o fermento da gratuidade”, através da parábola sobre o Reino dos Céus, relatada pelo evangelista Mateus (Mt 13,33).
“A gratuidade é um fermento que faz crescer a qualidade humana, ética e espiritual de uma sociedade, porque, poderíamos dizer, é uma característica típica da ‘cidade de Deus’. Ainda mais em um mundo continuamente influenciado pela lógica do interesse, do lucro, onde o termo ‘crescimento’ é reduzido à dimensão econômica-financeira, é necessário pensar e viver segundo a lógica mais verdadeira, isto é, a de um crescimento humano integral.”
Um fermento da gratuidade apresentado por Jesus, disse o Papa, que misturado à humanidade ferida ajuda a curar. Leão XIV exortou a buscá-la através da oração, mas também por um estilo de vida, de um modo de pensar e de agir que é o do Evangelho.
“Uma característica essencial desse estilo é a gratuidade que vocês testemunharam nestes últimos dias aqui em Madri. Obrigado! Obrigado! Talvez as estatísticas não registrem, mas sabemos que, nestes dias, também graças a vocês, esta cidade cresceu e está mais perto do Reino de Deus. Mérito nosso? Não! Tudo é graça d’Ele! Este é o segredo: o amor de Deus, que move o sol e os astros e move os corações daqueles que encontraram o «Senhor Jesus, que disse: ‘A felicidade está mais em dar, do que em receber!’».”
A bênção das primeiras pedras
Para fechar o encontro com os voluntários e confirmar que, apesar da partida, a presença e o impacto de Leão XIV permanecerão no futuro, o arcebispo de Madri pediu, como último ato, a bênção das 18 primeiras pedras das paróquias que a província eclesiástica construirá nos próximos anos.
Em seguida, o Papa se dirigiu ao aeroporto e viajou para Barcelona para dar seguimento à viagem apostólica na Espanha.




