EXPORTAÇÕES

Tarifas dos Estados Unidos preocupam indústrias de Minas Gerais

Mercado brasileiro de pedras preciosas fechou 2025 com 23% de perda nas exportações e quadro tende a agravar

As tarifas impostas pelo governo Americano sobre o Brasil preocupam diversos setores do mercado mineiro. Entre os mais afetados estão o de pedras preciosas, que movimentou aproximadamente 27 milhões de dólares em exportações no ano passado.

Reportagem de Léo Apolinário e Daniel Camargo

 

A tarifa de 25% dos Estados Unidos, somada à cobrança adicional de 12,5%, gera incertezas para o mercado mineiro. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, os 15 produtos afetados movimentaram cerca de 234 milhões de dólares em exportações em 2025.

“Ele deixa os exportadores um pouco menos competitivos em relação a outros países que também exportam esses mesmos produtos pros Estados Unidos. Então isso já pressiona também contratos, preços das nossas exportações. Isso prejudica ainda mais a competitividade dos nossos produtos pros Estados Unidos, que é um dos principais mercados de Minas Gerais e do Brasil”, contou a coordenadora do Centro Internacional de Negócios FIEMG, Verônica Winter.

Os maiores valores estão concentrados no sebo de bovinos e nos disjuntores de baixa tensão. As tarifas atingem produtos que movimentaram milhões de dólares nas exportações de Minas em 2025. Só o mercado de pedras preciosas respondeu por aproximadamente 27 milhões de dólares para o mercado americano.

“Primeiro quadro das tarifas. Isto trouxe uma grande diminuição das nossas exportações, nós fechássemos o ano de 2025 com praticamente 23% de perda de exportações”, analisou o presidente do Sindjoias Ajomig, Murilo Graciano.

Minas Gerais concentra mais de 70% das exportações brasileiras de pedras preciosas e semipreciosas trabalhadas para os Estados Unidos. O setor teme que as sobretaxas reduzam investimentos e afetem os empregos. “As tarifas elas vêm mesmo com grande impacto. Ela vai afetar os preços, ela afeta também a competitividade das empresas mineiras, das empresas brasileiras. Isso faz com que as empresas tenham que remanejar todo o seu quadro operacional, as questões financeiras”, retomou ele.

“A FIEMG tem trazido essas informações, têm orientado também para alguns setores em relação à possibilidade de expandir para outros mercados. Não ficar dependendo somente dos Estados Unidos”, completou Verônica.

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