Publicação do Papa aborda direitos, dignidade e responsabilidade nas relações de trabalho
Na edição dessa segunda-feira, 25, o Canção Nova Noticias mostrou a apresentação da primeira encíclica social, do Papa Leão XIV, intitulada Magnifica Humanitas, dedicada aos desafios da inteligência artificial. No texto, o Pontífice faz um apelo para que a tecnologia esteja a serviço da pessoa humana, da justiça social e da paz.
Reportagem de Adilson Sabará
Imagens de Vatican News
A inteligência artificial deve servir à humanidade e não concentrar poder na mão de poucos.
Esse é um dos principais alertas da primeira encíclica do Papa Leão XIV, publicada no aniversário de 135 anos da histórica Rerum Novarum de Leão XIII.
De acordo com o Papa, Magnífica Humanitas oferece uma reflexão sobre os impactos da tecnologia no mundo atual e reafirma princípios da igreja diante da revolução digital. No documento, o Papa afirma que a tecnologia não é inimiga da humanidade, mas lembra que ela nunca é neutra porque reflete os interesses de quem a desenvolve e controla. Dividida em cinco capítulos, a encíclica destaca que nenhum avanço tecnológico pode substituir aquilo que é essencialmente humano, a consciência moral, a empatia, a capacidade de amar e de se relacionar.
Outro ponto forte do texto é a defesa do trabalho humano. Para o cofundador da Anthropic, Chris Olah, que participou da apresentação da encíclica, existe a possibilidade real de que a IA substitua o trabalho humano em larga escala. É o tipo de problema que a Igreja se recusou a deixar de lado.
O Papa recorda que a inteligência artificial pode auxiliar em tarefas difíceis e repetitivas, mas não pode transformar o trabalhador em alguém subordinado ao ritmo das máquinas, nem provocar a exclusão em nome do lucro.
A Magnífica Humanitas pede regras éticas internacionais para o desenvolvimento da IA, com fiscalização independente, proteção de dados, combate à desinformação e maior transparência nas plataformas digitais.
Ao falar da comunicação, o Papa pede uma ecologia da verdade, valorizando o jornalismo sério, a educação crítica e o papel das escolas na formação das novas gerações.
No fim do documento, o Santo Padre reforça que a humanidade vive uma escolha decisiva. Usar a tecnologia para construir fraternidade e paz ou permitir que ela seja instrumento de dominação e exclusão.




