Entenda como funciona o processo de votações na comunidade
Tem início nesta sexta-feira, 1º, as votações para a escolha do presidente e do novo conselho geral da Comunidade Canção Nova. O processo está em conformidade com os direcionamentos da Igreja para as comunidades que contam com estatuto aprovado e, no caso da Canção Nova, o reconhecimento pontifício.
Reportagem de Emerson Tersigni e Ederaldo Paulini
O sino, por enquanto, está parado, mas em breve ele vai tocar. Na Casa de Dom Bosco, o som da alegria é convite para subir as escadas.
A oração comunitária também faz parte do discernimento, tendo em vista as eleições que estão chegando. “É um sentimento de eclesialidade. A Canção Nova é Igreja. Com o reconhecimento pontifício, ou seja, a palavra da Igreja dizendo que reconhece aquele carisma como um bem pra Igreja, a Canção Nova se viu obrigada a estruturar também a sua parte do governo, o governo da associação”, disse o vice- presidente da Comunidade Canção Nova, padre Donizete Heleno.
Essas decisões são tomadas aqui em Lavrinhas, lugar onde padre Jonas Abib também deu passos significativos na vocação de preparar um povo bem disposto para a segunda vinda de Jesus. “Para que alguém seja eleito presidente, ele precisa ter 2/3 dos votos. A assembleia geral, ela é constituída de 88 membros mais o Conselho Geral. Então nós estamos falando de 97 membros. Desses 97, para que a pessoa seja eleita no primeiro escrutínio, tem que ter desses votos. Caso isso não aconteça, vão para um outro escrutínio e se não obtiverem esse resultado, os dois mais votados vão para um terceiro escrutínio. Aí é a metade mais um, é a maioria simples”, explicou ele.
Para ser presidente da Canção Nova é preciso ter 10 anos de compromisso definitivo com a comunidade. Em sequência, serão votados os demais cargos: a vice-presidência, a secretaria geral, a formação geral, o ecônomo, e os núcleos para casais, clérigos e dos celibatários, além de dois conselheiros gerais que auxiliam na administração da comunidade.
Votações humanas inspiradas e conduzidas pelo Espírito com a missão de florescer o novo de Deus na vida da Canção Nova. “Então, não é um parlamento, não é um, um órgão que elege a partir de realidades puramente humanas. Existem critérios humanos, existem regras humanas, mas a partir da grande sabedoria da Igreja, que tudo reza, que tudo usa do discernimento dos espíritos, da prudência, mas também daqueles valores do Evangelho.
E no nosso caso, os valores do Evangelho enraizados no carisma Canção Nova”, ressaltou a teóloga e mestra em Direito Canônico, Tarciana Barreto.