Há dois meses das eleições, informar-se sobre candidatos é fundamental para o cidadão
Faltam exatamente dois meses para o primeiro turno das eleições. Em 60 dias, mais de 158 milhões de brasileiros estarão aptos a votar nas eleições deste ano. O crescimento, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, ultrapassou dois milhões de pessoas no comparativo com o pleito de 2022. O cristão é chamado a protagonizar escolhas em favor do bem comum, da justiça e da paz.
Reportagem de Emerson Tersigni e Genilson Pacetti
Discernimento responsável, vivência cidadã. Daqui a dois meses, as urnas de todo o Brasil acolherão a vontade soberana do povo. Escolhas determinantes que pelos próximos 4 anos deverão fortalecer a garantia dos direitos fundamentais e a redução das desigualdades.
“Numa ditadura não existe voto, o voto é manipulável. Na democracia, o voto é essencial para que a rotatividade dos dirigentes, dos governantes, possa acontecer”, citou o cientista político, José Mauricio Cardoso.
No entanto, para o cientista político, a qualidade da escolha dos eleitores pode estar comprometida em tempos de desinformação. “Porque quando ele é enganado, ele paga um preço muito alto. Esse preço é o desemprego, muitas vezes é a insegurança, é muitas vezes a falta de estrutura, na saúde pública, que vão fazer com que essa pessoa possa amargar 4 anos da sua existência, que é muito curta, diga-se de passagem, para todos nós, experiências ou situações que não são muito agradáveis”, retomou José.
Em outubro serão escolhidos pelos brasileiros, deputados, senadores, governadores e o presidente da República. Cada cidadão é convidado a participar deste momento democrático com responsabilidade. Afinal, é pelo voto que a sociedade expressa seu compromisso com o bem comum.
“Precisa ter o bom discernimento de escolher candidatos que representam os interesses que compõem de uma maneira geral os valores que eu defendo. O valor à vida, a honestidade, o valor da caridade. O valor de querer o bem para todos”, apontou o diretor da Faculdade Dehoniana, padre Marcelo Batalioto.
O compromisso de toda pessoa é, portanto, qualificar a sociedade com ética, moral e diálogo. Tudo isso é possível pelo voto. Ao cristão sobretudo, o desafio é seguir o Mestre, cujo legado está ao alcance, a vivência da caridade, da proximidade e a coerência com os princípios do evangelho. “Quanto mais o cristão católico se distancia da política, pior a realidade político-social vai se tornar”, concluiu ele.




