Devotos participam de novena e celebrações
Uma devoção trazida pelos portugueses e que criou raízes no Brasil. Assim, Santo Antônio se tornou um dos santos mais populares do país. Na capital paulista, a Igreja mais antiga da cidade é dedicada ao doutor da Igreja.
Reportagem de Nathália Cassiano e Gilberto Pereira
Antônio viveu entre os séculos XII e XIII. Foi ordenado sacerdote aos 24 anos. Se destacou como filósofo e teólogo, mas buscava uma vida religiosa mais austera e dedicada ao Evangelho. A canonização aconteceu menos de um ano após a morte. Reconhecimento que refletiu a fama de santidade construída pela proximidade com os mais necessitados.
“Temos duas coisas que são mais lembradas para a sua grandeza. A questão do pão que o pessoal coloca no arroz e feijão e não falta o ano todo e nos outros alimentos e também a questão de ser o santo casamenteiro”, recordou o capelão, padre Cesare Ciceri.
Um testemunho de vida marcado pela pregação e caridade. Fernando de Bulhões passou boa parte de sua vida em Pádua, na Itália. Sua santidade e seus escritos levaram o Vaticano a declará-lo Doutor da Igreja.
Em meio à movimentação do centro da capital paulista, uma Igreja dedicada ao santo tornou-se ao longo dos séculos ponto de encontro para oração e acolhimento. Hoje o local continua sendo espaço de fé, silêncio e esperança para todos aqueles que passam por ali.
“Foi confiada aos missionários de São Carlos Scalabrinianas desde 1908. Atividade principal são as confissões diárias de segunda a sexta-feira e três Missas Diárias. Estamos aqui servindo o povo com alegria e serenidade, sempre seguindo as normas de Santo Antônio e de São João Batista Scalabrini, dando atenção às mais vulneráveis da nossa sociedade nos nossos dias”,concluiu o sacerdote.
A comunidade já iniciou os preparativos para a festividade deste sábado. Ao longo do dia serão celebradas 11 Missas. Também haverá confissões e bênçãos na praça das nove da manhã às cinco da tarde.




