EXIGÊNCIA

Senado aprova exame de avaliação dos futuros médicos no Brasil

Proposta prevê avaliação nacional para medir a formação dos estudantes de Medicina

O Senado aprovou uma nova exigência para quem pretende exercer a medicina no Brasil. A proposta prevê um exame de qualificação para a obtenção do registro profissional e surge em meio às preocupações com a qualidade da formação médica.

Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro

 

No Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, ENAMED de 2025, os resultados foram considerados abaixo da expectativa.
32% dos cursos avaliados não alcançaram notas satisfatórias. Dos 304 cursos de medicina avaliados, 204 tiraram notas entre 3 e 5.
Em junho deste ano, o executivo editou uma medida provisória para tornar o ENAMED obrigatório na emissão do registro profissional de medicina chamado de OAB dos Médicos, o exame é defendido pelo Conselho Federal de Medicina.
“Há muitos anos, o CFM vem sim defendendo que o egresso da faculdade de medicina precisa ser avaliado, até porque em todos os países do mundo os médicos quando saem da faculdade eles são avaliados para saber se tem qualificação, se eles estão bem formados, se tem condições de atender a população com segurança”, citou a vice presidente da CFM, Rosylane Rocha.
As novas regras aprovadas no Congresso determinam a realização de três avaliações. Uma no final do segundo ano, outra no quarto e a última no sexto ano. A emissão do registro fica condicionada ao desempenho dos alunos na prova.
Estudantes matriculados a partir do dia 19 de junho de 2026 estão sujeitos às novas regras. Milena iniciou a faculdade em julho e terá que fazer a prova.
A estudante defende a realização do exame. “Quando a gente fala sobre medicina, não é só sobre um diploma, mas sim uma capacidade de lidar com vidas. E quando nós estamos lidando com vidas, nós temos que assumir uma responsabilidade de garantir a segurança do paciente. Então, não se trata apenas de um diploma, mas sim se aquela pessoa é capaz e se ela tem um arcabouço teórico suficiente para lidar com aquela situação”, ressaltou a estudante de Medicina, Milena Martini.

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