Iniciativa dos pais reforça a importância das brincadeiras no desenvolvimento infantil
Brincar é um direito garantido por lei no Brasil pelo Estatuto da Criança e do Adolescente; e para reforçar a importância dos momentos de lazer no desenvolvimento infantil, nesta semana, é recordada a Semana Mundial do Brincar.
Reportagem de Flavio Rogério e Antonio Matos
Brincar ao ar livre está na rotina de Catarina, Helena e do pequeno Bernardo. Momentos que acontecem após o período de estudos e que sempre foram incentivados pelos pais.
“A gente geralmente faz um lanchinho e depois tem um tempo para brincar antes de tomar banho e a rotina da parte da tarde. A gente tem filhos de 1 ano e meio a 8 anos. São fases bem distintas, então a gente prefere evitar o máximo a questão das telas”, falou a nutricionista, Renata Puccini.
As brincadeiras devem fazer parte dos momentos de lazer da infância e da adolescência, como assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Para reforçar esse direito, todos os anos no mês de maio, acontece a Semana Mundial do Brincar, iniciativa que valoriza os encontros e incentiva o ato de brincar.
“É por meio do brincar que a criança desenvolve as funções psicológicas mais elaboradas como imaginação, criatividade, linguagem, pensamento lógico e abstrato. É na interação com o outro por meio da brincadeira, que ela vai internalizar a cultura, que ela vai aprender os papéis sociais”, contou a psicóloga, Amanda Amude.
Diante de tantas tecnologias à disposição de crianças e adolescentes, a psicóloga reforça a importância dos pais criarem uma rotina saudável nessa fase de desenvolvimento. “Quando a gente pensa na diferença entre brincar e usar telas, é que o ato de brincar promove autonomia. A brincadeira livre é um laboratório para desenvolver autonomia saudável, o que não acontece com uso de telas e excesso de tecnologias”, reforçou ela.
Renata reconhece os benefícios das brincadeiras ao ar livre, entre eles o fortalecimento da unidade na família. “Quando, tem um tempo gostoso assim, um sol e eles descem, brincam, extravasam, eles ficam mais tranquilos, eles têm que criar uma brincadeira. Então ajuda muito nessa questão da criatividade, também ajuda a tirar um pouco, assim, do cansaço da escola, dos estudos”, completou a mãe.