EXPERIÊNCIA

Projeto 'Praia Para Todos' leva o mar para pessoas com deficiência

Iniciativa traz esperança e renova alegria para todos que ajudam e são ajudados

No Rio de Janeiro, um projeto tem levado inclusão e alegria para quem, muitas vezes, encontra barreiras até para chegar ao mar. Na praia de Copacabana, pessoas com deficiência puderam viver a experiência de nadar e mergulhar no oceano com segurança e acessibilidade.

Reportagem de Adílson Sabará e Vinícius Cruz
Imagens da Reuters

 

Cadeiras anfíbias, voluntários e muita disposição para ajudar. Assim começa a experiência de quem participa do Projeto Praia para Todos em Copacabana, no Rio de Janeiro. A iniciativa garante que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam entrar no mar e aproveitar um dia de praia como qualquer outra pessoa. 

“É um projeto gratuito. A gente tá aqui para oferecer o acolhimento, a receptividade que a pessoa com deficiência merece para ter uma experiência plena de banho de mar, de qualidade de vida na na praia”, falou o voluntário do Projeto Praia para Todos, Vitor Hugo jardim Muniz.

O projeto foi criado em 2008 pelo Instituto Novo Ser. Além das cadeiras especiais para areia e água, a estrutura conta com rampas de acesso e voluntários treinados para acompanhar cada participante. Para muitos é uma oportunidade de voltar ao mar. 

“Antes do acidente eu vivia na praia, então depois do acidente eu fiquei o quê? Um ano sem a praia. Primeira vez que eu vim, eu chorei. É muito bom, muito bom mesmo”, lembrou a participante Alice Olivia Martins Baeta Neves. 

Entre os participantes estava o dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, que recentemente passou a utilizar cadeira de rodas. Para ele, iniciativas como essa revelam o verdadeiro sentido da inclusão. “Liberdade, possibilidade, acessibilidade, empatia, carinho e essa água maravilhosa. Muito bom”, expressou o córeografo, Carlinhos e Jesus. 

A advogada Cláudia Araújo da Silva, que teve poliomielite na infância, aproveitou o mergulho e destacou a importância de projetos que garantem dignidade e oportunidades iguais. “É saber que todas as pessoas com deficiência têm direito a um banho de mar inclusivo, com dignidade e com instrumentos acessíveis”, contou a advogada, Claudia Araujo da Silva.

Hoje o projeto funciona em cinco praias do Rio de Janeiro e atende em média 50 pessoas por dia em cada local. É a experiência que transforma até mesmo quem ajuda. “Fomentar, a felicidade do outro. Acho que sabe, de alguma forma integrar a felicidade, a alegria de alguém, possibilitar isso é muito rico”, concluiu Vitor Hugo.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content