IMPACTOS

Excesso de telas na primeira infância pode prejudicar as crianças

Resultados da pesquisa realizada em Singapura apontaram redução na capacidade de tomada de decisões e níveis mais altos de ansiedade na adolescência

Em muitas famílias, o uso de celulares, tablets e computadores começa cada vez mais cedo. Uma pesquisa recente de uma revista científica britânica aponta que o excesso de telas na primeira infância pode trazer impactos significativos para o desenvolvimento do cérebro.

Reportagem de Gabriela Matos e Ersomar Ribeiro

 

Os resultados da pesquisa realizada em Singapura por mais de uma década em um grupo de 170 crianças apontaram redução na capacidade de tomada de decisões e níveis mais altos de ansiedade na adolescência.

Para entender melhor esses impactos e saber como encontrar equilíbrio no uso da tecnologia, conversamos com a psicóloga, especialista em crianças e adolescentes, Priscila Morais. 

Priscila, explica pra gente o por que esse período da primeira infância é tão sensível à exposição às telas. “Porque é um período do desenvolvimento do cérebro em que várias questões estão sendo desenvolvidas, então a parte cognitiva, questões relacionadas à fala, questões relacionadas à socialização. Então é um momento muito sensível do desenvolvimento cerebral e que vai impactar em todas as esferas de desenvolvimento daquela criança”. 

E quais os sinais que nós podemos observar de que esse uso deixou de ser saudável e pode comprometer o comportamento e a questão psicológica das crianças. “Quando a gente começa a observar que aquilo que é esperado para a idade não está acontecendo no no desenvolvimento da criança, então, por exemplo, uma criança que já deveria estar falando e não fala como deveria, uma criança que já deveria estar socializando um pouco mais com outras crianças e ela acaba preferindo estar mais com as telas do que estar brincando. Isso são alguns dos sinais que a gente consegue observar na primeira infância”, explicou a especialista.

Muito obrigada pelas informações. Então, nós devemos sempre estar atentos às respostas das nossas crianças. De Brasília, Gabriela Matos para o Canção Nova Notícias.

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