Projetos solidários reforçam cidadania de acolhidos com entrega de voluntários
Uma parceria entre a Arquidiocese de Aracaju e o Ministério Público do Trabalho e outros órgãos, está transformando a realidade de pessoas em situação de vulnerabilidade. O Projeto Caminhos para a Dignidade, vai ganhar em breve uma sede fixa para ampliar o atendimento a moradores de rua.
Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales
É neste prédio que em breve a sede do projeto vai reunir áreas de acolhimento, salas de capacitação e laboratório de informática. A estrutura está sendo pensada para centralizar os serviços já oferecidos à população em situação de rua, como Banho para Todos e a Cozinha Solidária, onde os próprios assistidos produzem alimentos vendidos em feiras e eventos. Desde o ano passado também são oferecidos cursos de qualificação e encaminhamento ao mercado de trabalho.
“Para que nós tenhamos aqui nesse espaço a possibilidade de uma assistência qualificada dessas pessoas durante 4, 5 ou 6 meses entre a qualificação profissional e até a sua estabilização na atividade profissional”, constou procurador do Ministério Público do Trabalho, Adroaldo Bispo.
Além da Arquidiocese do Ministério Público do Trabalho, a iniciativa reúne parceiros como a Associação Cirineus, a Pastoral do Povo de Rua, Cáritas e a Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego de Sergipe.
“Um resgate da dignidade e da cidadania que é própria cada pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus”, falou o coordenador de Campanhas da Arquidiocese de Aracaju, padre João Cláudio Conceição.
“O projeto do banho, por exemplo, ele já acolhe, ele tem a escuta, leva amor, leva assistência no que pode, mas hoje o caminho entra para a capacitação, para a autonomia, para dar dignidade a essas pessoas que vivem com tanta dor”, reforçou a presidente da Associação Cireneus, Evânia Andrade.
Para quem vive nas ruas, as oportunidades muitas vezes parecem distantes. A proposta do projeto é justamente encurtar esse caminho, oferecendo apoio, formação e a chance de reconstruir a própria história. “É que eles possam realmente ter sua denguilidade como filhos e filhas de Deus. Ele é um passo onde essa população possa ter o seu recomeço de vida, posso se dizer assim”, afirmou da Pastoral do povo da Rua da Arquidiocese de Aracaju, Marcos Corrêa.
“Não queremos somente encaminhá-los para o trabalho, nós queremos mudar a vida deles. Para isso, a gente precisa paralelamente garantir a estabilidade psicossocial desse grupo, desse segmento”, concluiu Adroaldo.