CULTURAS

Dia Mundial da Língua Portuguesa mostra riqueza e diversidade do idioma

Confira museu que dispõe diversas exposições da Língua Portuguesa

Falado em nove países, o idioma português tem diferentes palavras e sotaques, de acordo com cada região. Neste Dia Mundial da Língua Portuguesa, nós mostramos essas diferenças culturais.

Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos

 

Você sabe o que é talho? A palavra significa açougue. E olha que estamos falando da língua portuguesa, mas da falada em Portugal.

Demétrio se mudou para o país lusitano há 7 anos e mesmo assim ainda vê muitas diferenças entre o vocabulário de portugueses e brasileiros. “Palavras simples, como café da manhã, que é o pequeno almoço, trem, que é comboio, autocarro, que é o ônibus aí que a gente está acostumado, a utilizar, o açougue, que eles chamam de talho. Então, a gente até entender, relacionar uma coisa com a outra”, disse o encarregado de manutenção, Demétrio Martins. 

A língua portuguesa é adotada em pelo menos nove países. Além do Brasil e Portugal, regiões africanas também tem esse idioma como principal e as variações se adaptam à cultura local. “É uma língua formada pelo contato com muitas línguas e muitas culturas diferentes, pelo contato com outras línguas também e também porque em cada lugar, cada comunidade de fala, a gente pode chamar, vai criando suas próprias dinâmicas”, explicou  a pesquisadora do Museu da Língua Portuguesa, Celina Farias.

E essa variação pode ser vista aqui no Museu da Língua Portuguesa, cuja exposição principal mostra as origens do idioma.  Essa tela, por exemplo, traz informações sobre autores e materiais produzidos em países que falam a língua portuguesa. 

“A gente fala muito do da formação do português brasileiro, mas também como apresenta ele no mundo. entender como as línguas são diversas dentro delas próprias”, retomou ela.

Compreender a língua é desafiador também para quem está aprendendo. Esse grupo de Jundiaí promove a alfabetização dessas mulheres e elas garantem que conhecer o museu é enriquecedor. “Através da UBS, o CRAS, nós temos um grupo de meninas, de senhoras, que não tiveram oportunidade de estudos e a gente leva conhecimento para essas mulheres, para elas poderem pegar um ônibus, ter uma autonomia”, apontou a agente comunitária UBS Tarumã, Jundiaí(SP), Vanessa Coelho.

“A gente veio conhecer um pouquinho dessa relação tanto da língua portuguesa e de outras línguas e elas vão se identificando também que já tá sendo muito bacana”, afirmou a profissional de educação física, Aline Longui. 

Para Vicentina, que agora aprende suas primeiras palavras escritas, a experiência é positiva. “A gente não sabe muito, tá aprendendo agora. Achei muito bom. É uma língua português muito linda”, concluiu a aposentada, Vicentina Rosa Martins.

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