São Paulo se mobiliza para vacinar pessoas a partir de 6 meses até os 59 anos
Neste ano, o Brasil já registrou 24 casos de sarampo. A doença que estava erradicada há dois anos, voltou a ser registrada em casos importados. A vacinação é a estratégia adotada por autoridades de saúde para evitar o avanço.
Reportagem de Aline Imercio e Gilberto Pereira
Estelita recorda que quando tinha 7 anos contraiu sarampo. A séria doença deixou sequelas. 70% da visão de um olho comprometida. Por isso quis tomar a vacina como forma de prevenção.
“Eu pego o trem, pego metrô, pego o ônibus. Então a gente está exposto. Precisa estar vacinado”, contou a aposentada, Estelita Gomes Silva.
O sarampo é uma doença infecciosa que traz sintomas como febre, manchas vermelhas no corpo, tosse seca, conjuntivite e mal-estar. “O sarampo é uma doença altamente infecciosa que se transmite de pessoa a pessoa, mesmo quando o indivíduo não tá muito próximo, ou seja, um caso capaz de gerar outros 16 a 18 casos entre, obviamente não vacinados”, pontuou o pediatra infectologista e vice- presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri.
Por conta da vacinação em 2016, o Brasil recebeu da OPAS o certificado de eliminação do sarampo, mas perdeu o título em 2019, após um surto com mais de 20.000 casos. Sem registros em 2023, o país teve 38 diagnósticos em 2025 e já soma 24 neste ano, um no Rio de Janeiro e 23 em São Paulo, todos importados ou relacionados à importação.
Como estratégia de combate ao sarampo, o estado de São Paulo já adotou um esquema especial de imunização. “Nesse momento nós estamos num momento específico de atenção para o município de São Paulo, o município de São Bernardo do Campo e o município de Guarulhos, que está vacinando pessoas de 6 meses até 59 anos de forma indiscriminada. Então, independente da sua situação vacinal, nós estamos recomendando essa vacinação”, ressaltou a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de SP, Tatiana Lang D’ Agostini.
Na cidade de São Paulo, onde há o maior número de casos da doença no país, a vacinação acontece em diversos locais. Além dos postos de saúde, como nesta estação de metrô, na zona norte da capital paulista, onde a vacina está sendo aplicada a quem passa por aqui.
“Eu tomei quando eu era pequeno. Mas aí, dado o cenário que tá agora na cidade, eu por isso que eu estou hoje aqui aproveitando”, falou o cidadão.
“Quanto mais vacinados nós tivermos, menor o risco de de circulação do vírus e transmissão para bebês que ainda não foram vacinados, para grávidas que não podem tomar vacina e outras populações mais vulneráveis”, concluiu o especialista.




