Casos vem aumentando e vacinação se torna eficaz para a comunidade
O Ministério da Saúde lançou uma nota técnica nesta semana alertando para o risco da disseminação do sarampo no país, em razão dos jogos da Copa do Mundo deste ano, que serão em regiões com índices significativos da doença.
Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos
Diuliane relembra os momentos difíceis que enfrentou ao contrair sarampo em 2020. “Após alguns dias me sentindo muito mal, começaram a surgir algumas manchinhas vermelhas no meu rosto. Foi quando eu procurei um médico e ele verificou que seria um quadro de Sarampo. De imediato, ele já me internou”, contou a professora, Dyuliane Lima Silveira.
“Sarampo é uma das doenças mais transmissíveis que nós conhecemos. Uma pessoa infectada é capaz de gerar de 16 a 18 outros casos se encontrar pessoas não vacinadas.
A transmissão se dá por via respiratória e embora a maior parte dos casos sejam leves, uma parcela não desprezível evolui com complicações. Mais ou menos um para cada 1000 casos vem a óbito”, afirmou o pediatra infectologista, Renato Kfouri.
O Brasil mantém o status de país livre da circulação do vírus do Sarampo. No ano passado foram registrados 38 casos da doença, sendo que 35 deles foram importados ou relacionados à importação e três tiveram origem desconhecida. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 95% desses casos não tinham histórico de vacinação.
Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica, alertando para o risco de disseminação do sarampo no país após a Copa do Mundo, devido ao surto da doença em países sede.
Em 2025, o Canadá registrou 5.062 casos. Os Estados Unidos 2.144 e o México contabilizou 6.152 infectados. A nota técnica reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e orienta que os viajantes verifiquem a caderneta antes de sair do país.
A vacina está disponível de graça na rede pública. “A vacina tem uma eficácia acima de 97%. De 30 a 60 anos, todos precisam ter uma dose. Menores de 30, todos precisam ter documentados e registradas duas doses da vacina”, avisou o especialista.
Hoje recuperada, Giuliane conta que havia recebido apenas uma dose da vacina. Ao buscar a segunda, foi informada de forma equivocada de que não precisava se imunizar novamente, o que acabou contribuindo para que contraísse a doença. “É fundamental que todos estejamos atentos aos calendários de vacinação. Quando eu me protejo, eu protejo também o outro”, convidou a mulher.



