Brasileiro leva símbolo da Copa para 17 países
No Rio de Janeiro, um artesão transformou a paixão pelo futebol em profissão — e também em esperança. Há mais de 30 anos, Jarbas Meneghini fabrica réplicas da taça da Copa do Mundo para torcedores brasileiros e turistas do mundo inteiro. E em ano de Mundial, a produção aumenta movida pelo sonho do hexacampeonato.
Reportagem de Adilson Sabará e Vinicius Cruz
Imagens de Reuters e Jairo Rec
Na oficina de Jarba, centenas de taças revelam mais do que um trabalho artesanal. Cada réplica carrega o sonho de ver o Brasil campeão do mundo mais uma vez.
E essa história começou durante o tetracampeonato Brasileiro, quando uma simples cena na televisão despertou uma ideia que mudaria sua vida para sempre. “Ele erguendo lá no Rose Bowl. E aí eu falei aqui, eu falei: ‘Eu quero ter a taça, eu quero ter a taça’. Mas não vendi em lugar nenhum. Foi quando resolvi fazer a taça. E fiz e ficou bonita”.
O que nasceu da admiração pelo futebol rapidamente se tornou um ofício. Com dedicação, paciência e talento, Jarbas aperfeiçoou a técnica e passou a produzir réplicas que hoje chegam a diversos países.
Um trabalho que une arte, perseverança e a paixão de milhões de brasileiros pelo esporte. O que começou como curiosidade virou profissão. Hoje, com 58 anos, Jarba já produziu mais de 3.000 réplicas da Copa do Mundo. As peças são feitas manualmente e exportadas para 17 países das Américas e da Europa.
Cada detalhe recebe atenção especial. O acabamento cuidadoso faz com que as réplicas despertem emoções em torcedores de diferentes nacionalidades. Afinal, a taça representa mais do que uma conquista esportiva. Ela simboliza sonhos, memórias e momentos que marcam gerações.
“Geralmente a taça vai para um anônimo, mas pode ir para um grande jogador. Por isso que eu capricho. Todas as taças passam na minha mão. Quando eu entrego uma taça, a primeira coisa que eu observo é ser o olho da pessoa. E eu vejo o brilhar e a alegria. E sei que está indo pra uma boa mão. Quando eu vejo esse brilho no olhar, eu sei que está bem entregue”.
Perto do Maracanã, turistas e torcedores fazem fila para segurar o símbolo mais desejado do futebol e a procura aumenta a cada mundial. Com a aproximação da Copa de 2026, o movimento já começou a crescer.
O Brasil é o maior campeão da história das copas com cinco títulos, mas desde 2002 a seleção não levanta a taça. Um longo período de espera que mantém vivo o desejo do hexacampeonato entre torcedores de todas as idades.
Entre tintas, moldes e futebol, Jarbas segue alimentando a esperança de milhões de brasileiros. Em cada taça produzida, existe a expectativa de um novo capítulo na história do esporte nacional.
Enquanto a bola não rola nos gramados da Copa, o sonho continua sendo construído peça por peça, pelas mãos de quem nunca deixou de acreditar.




