Encontro de oração, reflexão e comunhão com Leão XIV marcará o primeiro aniversário da Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro”
Da Redação, com Vatican News

Foto: Stefano Costantino/SOPA Images via Reuters
O Papa Leão XIV tem um encontro marcado com o clero italiano no dia 12 de dezembro. Sacerdotes e bispos se reunirão um dia antes, em 11 de dezembro, para um momento de reflexão e uma vigília de oração. O duplo evento será realizado por ocasião do primeiro aniversário da Carta Apostólica do Pontífice, Uma fidelidade que gera futuro, publicada pelos 60 anos dos decretos conciliares Optatam totius e Presbyterorum Ordinis.
Carta do presidente da CEI aos bispos
O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Matteo Zuppi, enviou uma carta aos bispos destacando que o evento é “uma oportunidade preciosa de comunhão, oração e fraternidade”, para renovar a adesão de todos a Cristo e a “disposição de servi-Lo na Igreja e às pessoas que lhes são confiadas”. “O Papa nos lembra que a fidelidade não é imobilidade nem repetição cansativa, mas graça a ser acolhida e caminho diário de conversão”, recorda.
Zuppi também ressaltou que os decretos conciliares Optatam totius e Presbyterorum Ordinis, ao manterem “toda a sua atualidade”, ajudam “a preservar o ministério presbiteral no vínculo vivo com Cristo e com a Igreja, na comunhão com o bispo, na fraternidade do presbitério e no serviço ao Povo de Deus”. “Não somos chamados apenas a recordar, mas a acolher uma missão para o presente e para o futuro”, exortou.
Rezar, apoiar-se e reencontrar a alegria do chamado
O Cardeal reconheceu a generosidade dos sacerdotes e a humilde fidelidade com que, todos os dias, anunciam a Palavra, celebram a Eucaristia, acompanham as pessoas e cuidam das comunidades. Ao mesmo tempo, mencionou as dificuldades, a solidão, o desânimo e o peso das responsabilidades cada vez maiores que recaem sobre eles. “Não queremos esconder essas dificuldades, mas tampouco permitir que elas tenham a última palavra”, acrescentou, ressaltando a necessidade da oração em comum, do apoio mútuo e do reencontro da alegria “do chamado”.
Segundo Zuppi, “o encontro com o Papa” ajudará todos os membros do clero a se sentirem “confirmados na fé, encorajados na missão e mais unidos na comunhão”. “Nenhum pastor vive e serve sozinho: precisamos uns dos outros, da oração em comum, da escuta e de uma fraternidade concreta que sustente a fidelidade e gere futuro”, concluiu.




