Dom Francis Yongkun foi ordenado nesta quarta-feira, 29, no contexto do Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Solidéu episcopal sobre vestes litúrgicas de bispo /Foto: Canva
A ordenação episcopal de Dom Francis Xavier Duan Yongkun, nomeado pelo Papa Leão XIV como bispo coadjutor de Bameng, na Região Autônoma da Mongólia Interior (China), em 15 de junho de 2026, foi realizada nesta quarta-feira, 29. A nomeação ocorreu no âmbito do Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China para a nomeação de bispos.
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Dom Francis Xavier Duan Yongkun nasceu em 6 de dezembro de 1980, em Hangjin Houqi, na Mongólia Interior. Entre 2000 e 2007, cursou o Seminário Teológico de Hebei. De 2008 a 2013, estudou na Universidade de Pequim e na Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim. Foi ordenado sacerdote em 1º de janeiro de 2011 para a Diocese de Bameng. Entre 2013 e 2016, prosseguiu sua formação na Universidade Católica Fu Jen, em Taiwan. Ao retornar à diocese, atuou como diretor do centro local de formação entre 2016 e 2020. Posteriormente, foi nomeado vigário-geral da Diocese de Bameng e pároco da catedral diocesana.
Com a ordenação de Dom Francis Xavier, Leão XIV dá continuidade às nomeações episcopais realizadas no contexto do acordo entre a Santa Sé e a China. Antes dele, o Pontífice já havia nomeado Dom Joseph Wang Zhengui para a Diocese de Zhangjiakou, em 2025, e Dom Joseph Lin Yuntuan como bispo auxiliar de Fuzhou, em 2026.
Acordo Santa Sé–China
Em outubro de 2024, a Santa Sé e a República Popular da China renovaram, pela terceira vez, o Acordo Provisório firmado em 2018 sobre a nomeação de bispos. A renovação, desta vez por quatro anos, representou a continuidade de um processo que abriu uma nova etapa nas relações entre as duas partes e favoreceu a plena comunhão hierárquica de todos os bispos católicos da China com o Papa.
Na ocasião, a Santa Sé reafirmou seu compromisso em prosseguir um diálogo respeitoso e construtivo com a parte chinesa, com vistas ao desenvolvimento das relações bilaterais, em benefício da Igreja Católica na China e de todo o povo chinês.
O Acordo Provisório pôs fim a décadas de ordenações episcopais realizadas sem o consentimento do Papa, inaugurando uma nova fase para a Igreja Católica na China. Durante o pontificado do Papa Francisco, cerca de dez novos bispos chineses foram nomeados no âmbito do acordo, enquanto a situação canônica de 15 prelados foi regularizada — entre eles, oito bispos readmitidos à plena comunhão eclesial logo após a assinatura do acordo, em 2018.
A nova etapa também se reflete na participação de bispos da China continental nos Sínodos realizados no Vaticano e em outros encontros eclesiais internacionais.




