TRADIÇÃO

Moradores da Rocinha decoram rua para a Copa do Mundo

Tradição da Copa do Mundo mobiliza moradores da Rocinha em clima de festa e união

Moradores e artistas da favela da Rocinha transformaram uma rua inteira em um grande mural em homenagem à Copa do Mundo. A ação, que mobilizou voluntários durante toda a madrugada, resgata uma tradição bem brasileira de colorir os bairros com as cores da seleção.

Reportagem de Vinícius Cruz e Jairo Rec

 

Imagens aéreas mostram o tamanho da obra. Um mural gigante pintado no chão toma conta de uma das ruas da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. A mobilização segue uma tradição que se repete a cada 4 anos no Brasil: decorar ruas e bairros para apoiar a seleção durante a Copa do Mundo. 

Aqui na Rinha, o trabalho foi coletivo. Cada artista ficou responsável por uma parte da pintura que ganhou as cores da bandeira do Brasil e também elementos que representam a própria comunidade.

A iniciativa valoriza o talento local e o sentimento de pertencimento dos moradores. O projeto cresceu durante a execução e acabou ocupando toda a rua. “E a ideia era essa, retratar o pintor como protagonista do jogo. Então, a gente começa a partir dessa brincadeira e aí era um projeto que era para ser de 20 m, depois passou para 30, daqui a pouco explodiu a rua inteira”, disse o artista, Bruno Werneck. 

Iniciativas como essa também são vistas em outros bairros como Vila Isabel, onde a tradição de enfeitar as ruas segue viva. O Brasil não levanta a taça desde 2002, mas a paixão pelo futebol continua mobilizando comunidades inteiras. Agora sob o comando do técnico Carlo Ancelotti. 

“É, vai ter o telão como sempre tem festa. Vou ser sincero. Se passar da primeira fase, eu tô super feliz, cara. Não vou mentir aqui. Eu acho que jogar conversa fora não vale a pena. Acho que o futebol não está demonstrando muita vontade de torcer, mas como a gente é brasileiro, a gente está sempre acreditando em tudo. Vamos torcer para o Brasil ser campeão”, concluiu o organizador, Celso Mendes. 

Entre tintas, pincéis e trabalho coletivo, a Rocinha mostra que antes mesmo do apito inicial, a Copa do Mundo já começou nas ruas do país.

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