Dominum et Vivificantem, que significa “O Senhor que dá a vida”, frisa como o Espírito Santo conduz os fiéis à verdade, à unidade e à renovação espiritual
Da Redação, com Vatican News

Imagem de São João Paulo II /Foto: Ajayjoseph Fdo
Na Audiência Geral desta quarta-feira, 20, o Papa Leão XIV, ao saudar os peregrinos de língua polonesa, recordou os 40 anos da encíclica Dominum et Vivificantem, publicada por São João Paulo II. No documento, o Pontífice polonês destaca que o Espírito Santo é a luz dos corações humanos e aquele que permite discernir o bem e o mal. “Enquanto aguardamos Pentecostes, peçamos ao Espírito de Deus que desperte as consciências humanas com seus dons, afastando-nos da injustiça, da violência e da guerra, e renovando a face da Terra”, afirmou Leão XIV. A solenidade de Pentecostes será celebrada no próximo domingo, 24.
O documento, cujo título significa “O Senhor que dá a vida”, é considerado um dos textos mais importantes do magistério contemporâneo sobre a ação do Espírito Santo na vida da Igreja. Na encíclica, João Paulo II ressalta que o Espírito Santo continua atuando na história humana, conduzindo os fiéis à verdade, à unidade e à renovação espiritual.
A Dominum et Vivificantem apresenta a presença do Espírito Santo desde a criação do mundo até a missão salvífica de Cristo e a continuidade da vida da Igreja. Entre os principais temas abordados estão a relação do Espírito Santo com a Santíssima Trindade, sua atuação na Encarnação e na missão de Jesus, sua presença na consciência humana, no combate ao pecado e na renovação espiritual da humanidade. O texto também enfatiza que o Espírito Santo conduz a Igreja na evangelização, fortalece a unidade entre os cristãos e inspira esperança diante dos desafios do mundo contemporâneo.
Pentecostes
Ao recordar a encíclica durante a catequese, Leão XIV retomou justamente essa dimensão viva da presença do Espírito Santo, em sintonia com o caminho litúrgico que conduz os cristãos à festa de Pentecostes, celebrada cinquenta dias após a Páscoa.
Pentecostes recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no Cenáculo, conforme narrado nos Atos dos Apóstolos. A partir daquele momento, os discípulos deixam o medo e passam a anunciar publicamente o Evangelho. A proximidade da celebração ajuda também a compreender a atual insistência do Papa sobre o papel do Espírito Santo na vida da Igreja. Em diversas intervenções recentes, o Papa tem destacado a necessidade de uma Igreja aberta à escuta, à missão e à esperança, conduzida não apenas por estruturas humanas, mas sobretudo pela ação do Espírito.
Na Dominum et Vivificantem, João Paulo II afirma que o Espírito Santo é aquele que “convence o mundo quanto ao pecado” e, ao mesmo tempo, renova a face da terra, despertando no coração humano o desejo de Deus. A referência feita por Leão XIV nesta Audiência Geral reforça o convite aos fiéis para viver intensamente o período que antecede Pentecostes, renovando a própria fé e abrindo espaço para a ação do Espírito Santo no cotidiano da vida cristã.




