Gestores debateram desafios financeiros e a necessidade de uma prestação de contas transparente seguindo o Código de Direito Canônico
Ecônomos e responsáveis de arquidioceses, dioceses e organismos eclesiais se reuniram para debater os desafios da gestão financeira na igreja. O encontro acontece até quinta-feira em Brasília.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
A Missão Evangelizadora da Igreja é apoiada por uma gestão administrativa e financeira eficientes a cargo dos ecônomos. O direito canônico determina a criação de um conselho composto por fiéis com formação em economia e direito civil.
No seminário promovido pela CNBB, os gestores debateram os desafios financeiros e a necessidade de uma prestação de contas transparente seguindo o Código de Direito Canônico. A gestão econômica das instituições é fundamental para ampliar o trabalho missionário da ação evangelizadora.
O Núncio Apostólico Dom Giambattista Diquattro disse que a Igreja vive um momento desafiador diante do crescimento de diferentes denominações religiosas com estruturas organizadas de captação de recursos.
“Ao contrário do modelo europeu, onde a secularização se manifesta predominantemente como indiferença religiosa, no contexto brasileiro, ela se entrela com um pluralismo confessional dinâmico, com a expansão das comunidades pentecostais e neopentecostais”, disse o Núncio Apostólico do Brasil.
As transformações econômicas, os desafios da gestão patrimonial, as regras de auditoria e a profissionalização da administração eclesial também foram temas do encontro. “É importante que a gestão eclesial seja feita a partir de uma concepção também evangélica. Como é que nós conjugamos a missão de evangelizar com a necessidade de administrar os bens numa perspectiva, eu diria, de comunhão, de partilha”, falou o vice-presidente da CNBB, Dom João Justino.
A reforma tributária também impõe a necessidade de uma maior transparência no envio de informações financeiras das instituições do terceiro setor. “E um encontro como esse ajuda a encontrarmos experiências exitosas, compartilharmos ideias, apontarmos caminhos comuns para a ação evangelizadora”, concluiu o ecônomo da CNBB, padre Felipe Lima.




