HOMILIA EM POMPEIA

Papa: que o Deus da paz toque os corações pela intercessão de Maria

Ao celebrar a Missa em Pompeia nesta sexta-feira, 8, Leão XIV refletiu sobre a graça contida na Ave-Maria e reiterou pedido de oração pela paz

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilsutra o Papa Leão XIV, paramentado com vestes litúrgicas brancas, carregando a férula papal com a mão esquerda e acenando com a direita. Ao redor dele estão alguns bispos e padres.

Papa Leão XIV acena para os fiéis que participaram da Missa em Pompeia / Foto: IMAGO/Antonio Balasco via Reuters

Em sua visita pastoral à região da Campania, o Papa Leão XIV presidiu a Missa na Praça Bartolo Longo, localizada no Santuário de Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia. O Santo Padre foi recebido com alegria por mais de 20 mil fiéis que participaram da Missa, comemorando também o primeiro ano de pontificado de Leão XIV, eleito em 8 de maio de 2025.

No início de sua homilia, o Papa lembrou a fundação do Santuário. Ele afirmou que, há 150 anos, quando São Bartolo Longo colocou a pedra fundamental, lançou os alicerces não apenas de um templo, mas de toda uma cidade mariana.

“Exatamente um ano atrás, quando me foi confiado o ministério de Sucessor de Pedro, era precisamente o dia da Súplica a Virgem do Santo Rosário de Pompeia”, recordou o Pontífice. “Eu devia, portanto, vir aqui, para colocar meu serviço sob a proteção da Santíssima Virgem. Tendo então escolhido o nome Leão, sigo os passos de Leão XIII, que, entre outros méritos, desenvolveu um amplo Magistério sobre o Santo Rosário”, acrescentou.

Veja mais
.: Notícias da visita pastoral do Papa Leão XIV a Pompeia e Nápoles

Ave-Maria, um convite à alegria

Segundo Leão XIV, esse contexto, somado à recente canonização de São Bartolo Longo, oferece uma chave para refletir sobre a Palavra de Deus. Meditando a passagem do Evangelho que narra a Anunciação do Senhor, o Santo Padre indicou que a saudação que São Gabriel Arcanjo dirige a Virgem Maria, anunciando a encarnação do Verbo de Deus, é um convite à alegria.

“[O anjo] diz a Maria, e por meio dela a todos nós, que sobre as ruínas da nossa humanidade, provada pelo pecado e, portanto, sempre inclinada a prevaricações, opressões e guerras, chegou o carinho de Deus, o carinho da misericórdia, que assume em Jesus um rosto humano”, declarou o Pontífice.

O Papa destacou que Nossa Senhora, ao ofertar ao Verbo sua própria carne, torna-se também mãe dos membros do corpo místico de Cristo, ou seja, a Igreja. “No ‘Eis-me aqui’ de Maria, não só Jesus nasce, mas também a Igreja, e Maria torna-se simultaneamente Mãe de Deus — Theotokos — e Mãe da Igreja”, pontuou,

Ave-Maria, um eco que atravessa os séculos

Em relação à Ave-Maria, Leão XIV ressaltou que essa oração está enraizada na história da salvação. Sua repetição no Rosário, observou, é como um eco da saudação de São Gabriel Arcanjo que atravessa os séculos e guia o olhar dos fiéis para Jesus, visto através dos olhos e do coração da Mãe. Assim, Jesus é adorado, contemplado, assimilado em cada um dos seus mistérios.

“O Rosário direciona o nosso olhar para as necessidades do mundo”, sinalizou o Santo Padre, “propondo, em particular, duas intenções que permanecem de premente relevância: a família, que se ressente do enfraquecimento do vínculo matrimonial, e a paz, ameaçada por tensões internacionais e por uma economia que privilegia o comércio de armas em detrimento do respeito pela vida humana”.

Súplicas pela paz

O Pontífice recordou o contexto da proclamação do Ano do Rosário por São João Paulo II, em 2002, e reconheceu que os tempos não melhoraram desde então. “As guerras que ainda são travadas em muitas regiões do mundo exigem um renovado compromisso, não apenas econômico e político, mas também espiritual e religioso. A paz nasce no coração”, frisou”.

Recordando as frequentes súplicas pela paz feitas pelo Papa Francisco e por ele próprio, Leão XIV reiterou seu pedido aos fiéis para que rezem por essa intenção. “Não podemos nos resignar às imagens de morte que os noticiários nos apresentam todos os dias”, exortou, “Jesus nos disse que a oração feita com fé pode alcançar todas as coisas”.

“São Bartolo Longo, pensando na fé de Maria, chama-a de ‘onipotente pela graça’. Por sua intercessão, que o Deus da paz faça brotar uma transbordante efusão de misericórdia, que toque os corações, aplaque os rancores e os ódios fratricidas, ilumine aqueles que têm responsabilidades especiais de governo”, concluiu o Papa.

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

↑ topo
Skip to content