Diante dos conflitos no Oriente Médio, Papa pede diálogo e afirma: Somente a paz, um dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos
Da redação, com Vatican News

Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane
Poucos dias depois do quarto aniversário da invasão da Rússia à Ucrânia, as atenções se voltam em particular para o Irã. Desde a manhã deste sábado, 28, o país está sob ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel, que atingiu diversas cidades iranianas e matou o líder supremo Ali Khamenei. O Irã reagiu, atingindo alvos civis e bases estadunidenses nos países do Golfo e em Israel.
O Papa Leão XIV expressou sua preocupação, logo após o Angelus deste domingo, 1º, e renovou um apelo ao diálogo:
“Acompanho com profunda preocupação o que está acontecendo no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem por meio de ameaças recíprocas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.
O Papa convidou os fiéis a rezarem juntos “para que a harmonia prevaleça em todos os conflitos do mundo. Somente a paz, um dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos”.
Diplomacia recupere o seu papel
Diante dos desdobramentos imprevisíveis do conflito, o Santo Padre pediu que a diplomacia recupere o seu papel, reiterando que os povos anseiam pela paz fundada na justiça:
“Diante da possibilidade de uma tragédia de proporções enormes, dirijo um veemente apelo às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem dos povos, que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça. E continuemos a rezar pela paz”.
O pedido do Papa a continuar rezando pela paz não se refere apenas ao Oriente Médio, mas também à “guerra aberta” entre Paquistão e o Afeganistão: “Nestes dias, chegam notícias preocupantes de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão. Elevo a minha súplica por um retorno urgente ao diálogo”.




