Vice-presidente da Comunidade, padre Donizete Heleno, está na Cidade do México e relata atividades do congresso realizado na Cidade do México
Gabriel Fontana, com informações de padre Donizete Heleno
Da Redação

Congresso Teológico Pastoral sobre o Evento Guadalupano teve início nesta terça-feira, 24 / Foto: Padre Donizete Heleno
A Cidade do México recebe, entre os dias 24 e 26 de fevereiro, o Congresso Teológico Pastoral sobre o Evento Guadalupano. A Comunidade Canção Nova participa do evento, representada por seu vice-presidente, padre Donizete Heleno. O evento recebeu uma mensagem do Papa Leão XIV.
O sacerdote relatou que, na abertura do congresso, o Núncio Apostólico no México, Dom Joseph Spiteri, apresentou alguns elementos relacionados à Virgem Maria que estão diretamente ligados ao trabalho de evangelização nos dias atuais, como a ternura, o respeito à cultura, o amor aos pobres e a centralidade de Cristo.
Na sequência, o bispo de Cuernavaca e presidente da Conferência Episcopal Mexicana reforçou aos participantes que o nome da Virgem Maria é um nome que não divide e não impõe; pelo contrário, ela é quem une os seus filhos, os membros de Cristo, que é a Igreja. Ela nunca buscou protagonismo, mas foi decisiva na história da salvação da humanidade.
O secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, professor Rodrigo Guerra López, recordou ainda que serão celebrados os 500 anos da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe a São Juan Diego em 2031 e os dois mil anos da ressurreição de Jesus, no Jubileu da Redenção, em 2033.
Conferências do dia
Padre Donizete contou ainda que o primeiro dia de atividades contou com algumas conferências. Na primeira delas, o padre Stefano Cecchin, OFM, da Pontifícia Academia Mariana Internacional, apresentou o tema “O Redescobrimento da Mãe de Jesus na Igreja de Hoje”.
Segundo o franciscano, Maria sempre traz coisas novas, porque ela é “a cheia de graça”. Ele reforçou que a Virgem Maria, ainda nos tempos atuais, joga por terra todos os paradigmas a respeito da evangelização, frisando que para Nossa Senhora não existem fronteiras. Além disso, ela não se trata apenas de uma devoção, mas é parte da Doutrina da Igreja, sendo que “a maior devoção mariana é a imitação de Cristo”.
Posteriormente, o superior-geral do Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, padre Alexandre Awi, destacou o papel da Virgem Maria na vida da Igreja. Ele apresentou a dimensão mariana na espiritualidade cristã, sua cooperação na obra da redenção e também aquilo que a comunidade cristã precisa experimentar da educação fornecida pela Virgem Maria.
Por fim, o arcebispo emérito de Tegucigalpa (Honduras), Cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, SDB, falou sobre a inculturação do Evangelho por meio da Virgem Maria. Ele recordou a passagem que narra a visita de Nossa Senhora à sua prima, Santa Isabel, frisando que os dons dos anciãos são necessários para alimentar o dinamismo dos jovens.
O cardeal acrescentou ainda que a Virgem Maria é modelo na evangelização por três elementos: a escuta das pessoas, a encarnação da cultura e a vivência da centralidade do seu filho, Jesus. Por fim, ele presidiu a Missa para os participantes do congresso.




