QUEDA NA MORTALIDADE

Taxa de mortalidade infantil no Brasil cai mais de 60% nas últimas décadas

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A taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu mais de 60% nas últimas décadas. De acordo com o Ministério da Saúde, o índice atingiu o menor nível desde o ano 2000. A ampliação de ações estratégicas pode ajudar a reduzir ainda mais esse número.

Reportagem de Nathália Cassiano e Gilberto Pereira

 

Juliet é mãe de dois filhos. Na última gestação, foi diagnosticada com diabetes gestacional e hipertensão. Ela teve complicações e a filha precisou nascer antes do tempo. “Ela nasceu com 31 semanas. Ela era para dia 17 de março, ela nasceu dia 16 de janeiro”, contou a dona de casa, Juliete Souza de Macedo. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a taxa de mortalidade infantil mede o número de óbitos de crianças menores de 1 ano para cada 1000 nascidos vivos em determinado local e período. O índice é parâmetro para avaliar as condições de saúde de uma população. 

“Então, a gente tem já um diagnóstico mais ativo da das doenças que podem cursar como com uma maior chance de prematuridade. Nós temos também o acesso à equipe multidisciplinar com psicóloga, nutricionista, endocrinologista, cardiologista, facilitando o acompanhamento e o seguimento dessas gestantes. E com relação ao bebê, uma das medidas que nós temos é que o bebê já sai da maternidade com a primeira consulta com pediatra agendada”, explicou o ginecologista obstetra, Rodrigo Rovai. 

De acordo com o governo federal, as principais causas de mortalidade infantil são complicações no parto, prematuridade, infecções respiratórias e malformações. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que a taxa atual é a menor registrada desde 2000, com redução superior a 60%. Entre as regiões do país, o norte apresenta índice de 15,8 óbitos por 1000 nascidos vivos. O Nordeste 13,6, o Centro-Oeste 12,8, o Sudeste 11,8 e a região sul com 10,5. 

“Temos muito que comemorar, com essa redução no país, mas temos que enfrentar ainda desafios para diminuir essas desigualdades”, apontou a coordenadora-geral de Atenção à Saúde, Sônia Venâncio. 

Para reduzir ainda mais os índices, o Ministério da Saúde destaca ações como ampliação do pré-natal, fortalecimento da atenção primária e investimentos na assistência ao parto e ao recém-nascido. “A gente teve nos últimos anos, desde 2023, uma ampliação importante da atenção primária à saúde e isso certamente tem um papel muito importante no acompanhamento do pré-natal e na redução da mortalidade”, completou Sônia.

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