Iraque

Premiê iraquiano promete punir agressores de cristãos

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, prometeu ontem, 22, punir todos os que forçaram a fuga de milhares de cristãos do norte do país.

Em um comunicado difundido após encontrar-se com representantes das diversas confissões iraquianas, o chefe de Governo afirmou também que as perseguições em Mossul "fazem parte de um plano político", e conseqüentemente, pediu aos cristãos "que sejam cautelosos", e às comunidades iraquianas "que suspendam este complô tendencioso". Ao mesmo tempo, Maliki ordenou o incremento da participação dos cristãos nos corpos de segurança dos bairros em que residem.

"O Governo iraquiano", escreve, "oferecerá todo o respaldo possível aos cristãos, pois seu abandono do país seria uma grande afronta para o povo iraquiano". Maliki, na nota, afirma ter recomendado ao ministério iraquiano da Emigração e Desalojados que "prossiga os esforços na ajuda às famílias cristãs para que retornem às suas casas".

Ontem, a Liga Árabe, através de seu secretário, Amr Mussa, expressou sua preocupação pelas agressões aos cristãos. Em um comunicado, Mussa diz esperar que as medidas adotadas pelo Governo iraquiano levem ao fim dos ataques. "Estes crimes não podem passar no silêncio, pois os cristãos do Iraque são parte essencial de nosso povo e ofereceram contribuições fundamentais para a história, a cultura e as relações humanas no país".

Segundo várias fontes, desde setembro, cerca de 2 mil famílias cristãs fugiram de Mossul, na sequência da série de violências que provocaram a morte de pelo menos 12 pessoas.

Conhecidos no país como "os filhos de São Tomás", por suas raízes antiqüíssimas, os cristãos iraquianos somam 800 mil pessoas, o equivalente a 3% da população.

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