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Ao Congresso Stella Maris

Papa aos trabalhadores marítimos: Não estão sozinhos e esquecidos

O Pontífice enviou uma carta aos participantes do XXV Congresso Stella Maris, que acontece na Escócia até quarta-feira, 5, mostrando unidade e congratulações diante do jubileu de Fundação do Instituto

Da Redação com Boletim de Santa Sé

Foto: Arquivo

Nesta segunda-feira, 03, o Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do XXV Congresso Stella Maris que acontece na Escócia, de 2 a 5 de outubro. É a primeira vez que os ‘Apóstolos do Mar’ se reúnem após a pandemia do COVID-19, e só agora poderão, presencialmente, celebrar o centenário da Fundação Stella Maris ocorrido em 2020. Glasgow foi a cidade escolhida para sediar o Congresso, por ter sido ali, em 1920, a começar os trabalhos da Instituição.

As diversas comemorações

O Pontífice, recordando as celebrações que os participantes já estão vivenciando, trouxe à tona a Carta Apostólica Motu Proprio Stella Maris de São João Paulo II que, neste ano, também celebra 25 anos. O Documento aponta as normas de forma atualizada do apostolado marítimo, a fim de melhor servir as necessidades dessa comunidade específica.

“Nesta alegre ocasião, uno-me a vocês, e a todos os associados a Stella Maris, para dar graças a Deus Todo-Poderoso pelo testemunho de fé e inumeráveis atos de bondade e caridade demonstrados por tantos capelães e voluntários ao longo do século passado, e o quanto fizeram de nossos mares e vias navegáveis para o benefício de todos nós”, disse o Papa.

Sublinhou que logo ao surgir a Instituição, em 1922, o Papa Pio XI transmitiu seus próprios votos de oração para o Apostolado e afirmou confiante que fariam uma rica colheita. “Todos nós podemos ser gratos por esses frutos terem sido abundantes”.

No caminho de Jesus

Francisco enfatizou que a Fundação Stella Maris cresceu e se tornou uma ampla organização, fornecendo assistência espiritual, psicológica e material tanto em navios como em terra, para marítimos de diversas nacionalidades e tradições religiosas. “Tal presença global reflete sua própria resposta particular ao mandamento do Senhor de ‘ir por todo o mundo e proclamar a boa nova a toda a criação’ (Mc 16,15). A este respeito, não se pode deixar de pensar no fato de que grande parte do ministério de Jesus ocorreu em torno de uma pequena, mas vital extensão de água – o Mar da Galileia – e que alguns de seus primeiros discípulos eram pescadores, que por sua vez se tornaram pescadores de homens (cf. Mt 4,19)”.

Ainda na carta, o Papa trouxe os dados de que a criação, é composta por uma vasta extensão de água, essencial à vida e ao comércio humano, além do turismo. Diante dessa amplitude, cerca de noventa por cento das mercadorias do mundo são transportadas por navios “o que é possível graças ao trabalho diário de mais de um milhão e meio de pessoas, muitas das quais estão distantes por meses a fio do apoio de suas famílias, bem como de suas comunidades sociais e religiosas”.

Vocês não estão sozinhos

Lembrando das dificuldades encontradas diante da pandemia, o Pontífice sublinhou a importância vital do ministério prestado pela Fundação Stella Maris. “Aqui, repetiria as palavras que dirigi diretamente a todos os marítimos sofredores na minha Vídeo-Mensagem por ocasião do seu centenário: Saibam que vocês não estão sozinhos e que não estão esquecidos… O trabalho de vocês no mar muitas vezes os afastam dos outros, mas vocês estão perto de mim em meus pensamentos e orações, como também no de seus capelães e voluntários de Stella Maris”.

A Importância de se unirem

À medida em que o mundo emerge gradualmente da pandemia, o Santo Padre frisou que o Congresso oferece uma grande oportunidade de inspiração para o futuro, uma vez que ali olharão para a história da Fundação. Diante dessa ação, poderão compreender como melhor servir àqueles cujas vidas e meios de subsistência estão conectados aos mares.

“A este respeito, sabemos muito bem que, apesar dos avanços tecnológicos, muitos trabalhadores marítimos estão sujeitos não só aos já mencionados desafios associados à separação das suas pátrias, mas também continuam a sofrer de uma série de condições de trabalho injustas e outras privações, agravada não só pelos efeitos das alterações climáticas, como também os danos aos ambientes marinhos que afetam desproporcionalmente os mais pobres e vulneráveis cujos próprios meios de subsistência estão até ameaçados de extinção”.

Antes de concluir, Francisco confiou à Fundação Stella Maris que nunca deixe de chamar a atenção para as questões que privam pessoas da comunidade marítima de sua dignidade humana dada por Deus. “Deste modo, o Apostolado continuará o seu nobre serviço de pôr em prática as palavras de Jesus: ‘Era estrangeiro e acolheste-me’”.
Ao final da carta, confiou os capelães, voluntários e todos os associados de Stella Maris à amorosa proteção de Nossa Senhora Estrela do Mar, concedeu a Benção Pontifícia e ediu orações.

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