Brasil possui importações do Irã e Petrobras analisa possível reajuste
O conflito no Oriente Médio já provocou impactos no preço do barril do petróleo. No Brasil, o reajuste ainda não foi definido oficialmente pela Petrobras, mas alguns postos já elevaram os valores dos combustíveis.
Reportagem de Francisco Coelho e Ersomar Ribeiro
Na madrugada de hoje, o barril do petróleo bateu a marca de 120. No início do mês passado, o preço era de 69. Os ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã explicam a súbita alta nos preços. No domingo, o presidente dos Estados Unidos disse que o aumento no preço é momentâneo e vale diante da ameaça à segurança internacional.
De acordo com dados da ANP, o preço médio do diesel subiu 0,7%, mesmo sem reajustes anunciados pela Petrobras. “Você colocar a responsabilidade na guerra não é correto. Existe um fator especulativo”, falou o economista, Cesar Bergo.
Aqui no Distrito Federal, o preço do diesel e da gasolina registrou alta em alguns postos, mesmo sem aumento definido pela Petrobras. A estatal é responsável pelo fornecimento de mais de 70% do combustível no país. Para o presidente do CIN de Combustíveis do Distrito Federal, a alta pode estar relacionada ao percentual de 25% importado de outras distribuidoras.
“O Brasil só produz 75% do diesel consumido em suas refinarias, apesar de ser autossuficiente na produção do petróleo, porém importa 25%. E provavelmente esse reajuste de 20 centavos linear no diesel se deve obviamente à importação do mercado internacional”, constou do Sindicombustíveis (DF), Paulo Tavares.
A presidente da Petrobras afirma que a empresa avalia os impactos dos conflitos para definir possíveis reajustes nos combustíveis. “O que nós estamos fazendo é observando atentamente toda vez que esse mercado fica nervoso como está. Nós analisamos isso diariamente quando ele tá calmo de uma semana, 15 dias, nesse momento a gente está olhando para isso todos os dias”, concluiu a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.