Entenda o significado de todos os dias do Tríduo Pascal com a vida de Jesus Cristo
Os dias mais intensos da Semana Santa já começaram. A liturgia do Tríduo Pascal conduz os fiéis por um caminho de oração e meditação, que recorda os últimos momentos da vida de Cristo e culmina na celebração da ressurreição.
Reportagem de Malu Sousa e Vailton Justino
Na Quinta-feira Santa, os católicos são convidados a entrar no mistério da redenção com a celebração que recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. “O Tríduo Pascal, antes de tudo, é uma grande prova de amor por cada um de nós. É o ponto máximo daquilo que Jesus fez por nós. Quinta-feira, Jesus nos deixa o sacramento do amor, instituindo a Eucaristia e instituindo o Sacramento da Ordem. Ele lava os pés dos discípulos para dizer que Ele veio para servir”, destacou o missionário da Comunidade Canção Nova, padre Anderson Marçal.
Seguindo a liturgia do Tríduo Pascal, a Sexta-Feira da Paixão convida os fiéis a mergulhar nas dores do Senhor. Apesar das várias manifestações de fé como encenações e procissões, o centro da celebração deste dia é a oração das 15h, momento que recorda a morte de Cristo na cruz. “Na sexta-feira não é missa. Na sexta-feira nós celebramos as funções da Paixão de nosso Senhor. A celebração das 15h é liturgia, ou seja, sou eu celebrando com todo o corpo eclesial o que a Igreja professa. Jesus Cristo morreu por nós e na espera da Ressurreição”, explicou ele.
E por fim, a Vigília Pascal encerra o tríduo com a celebração do Fogo Novo, símbolo da luz de Cristo. A liturgia traz também leituras que recordam toda a história da salvação e combina com o Rito do Batismo. “O Tríduo Pascal é completo, ele é uma totalidade. Viver bem cada momento significa mergulhar nesse mistério do amor de Deus e a partir daí ver a sua vida, não na perspectiva mais somente humana, mas espiritual”, apontou o secretário-geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers.
“É preciso viver o processo que Jesus viveu da Sua paixão, morte e ressurreição”.
A Igreja ensina que o amor a Jesus e a gratidão por sua misericórdia são o que deve motivar cada cristão a participar da liturgia desses dias santos. “É Deus que vem até nós e nos dá nova vida. Mergulhe nesse mistério e comece uma vida nova”, ressaltou o sacerdote.
“Não é uma questão de obrigatoriedade, é uma questão de gratidão por aquilo que ele fez por nós”, completou o padre.




