O Observador Permanente da Santa Sé, Arcebispo Gabriele Caccia, criticou o ataque às infraestruturas civis e o uso indiscriminado de armas em áreas habitadas
Da redação, com Vatican News
A Santa Sé reiterou seu apelo urgente à proteção eficaz daqueles que enfrentam mais riscos durante os conflitos, incluindo profissionais de saúde, religiosos, jornalistas, pessoas deslocadas, mulheres, crianças e pessoas com deficiência.
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Falando nesta quarta-feira, 22, em um debate aberto do Conselho de Segurança em Nova Iorque, marcando o 25º aniversário da Resolução 1265 da ONU, o Observador Permanente do Vaticano junto à ONU, Dom Gabriele Caccia, observou que, com o aumento dramático dos conflitos em todo o mundo, a proteção dos civis é, hoje, mais urgente do que nunca.
Nenhum lugar é um refúgio seguro para civis na guerra moderna
Em seu discurso, o Arcebispo Caccia destacou o fato de que, na guerra moderna, nenhum lugar é agora um porto seguro para os civis: as infraestruturas civis, como escolas, hospitais e locais de culto, tornaram-se “alvos devastadores, afetando desproporcionalmente a vida dos inocentes e indefesos”.
A este respeito, o Observador do Vaticano apelou à proteção particular dos locais de culto nas zonas de conflito, observando que esses locais não são apenas locais de oração, mas também servem como espaço de assistência e proteção para os necessitados.
Uso indiscriminado de armas em áreas povoadas
Em segundo lugar, o Observador do Vaticano reiterou os repetidos apelos da Santa Sé ao fim da produção, armazenamento e utilização de armas indiscriminadas, tais como minas terrestres, munições e armas explosivas em áreas povoadas. Ao mesmo tempo que elogiava o Serviço de Ação contra as Minas da ONU pelo seu trabalho, ele apelou à implementação da Declaração Política sobre a Utilização de Armas Explosivas em Áreas Povoadas.