Cada pedaço da cultura sergipana é recordada olhando com esperança para o futuro
A capital de Sergipe celebrou mais um capítulo de sua história: 171 anos de fundação. Quem vive em Aracaju aproveita para relembrar o passado e olhar com esperança para o futuro.
Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales
A capital sergipana celebrou mais um capítulo de sua história. Fundada em 1855, a cidade foi pensada para ser a nova capital da província. Planejada às margens do rio Sergipe, quem circula por Aracaju sabe da semelhança com o tabuleiro.
“E essas ruas traçadas faz lembrar o tabuleiro. E como o tabuleiro, as peças precisam aparecer, que são templos, sede do Governo, casas residenciais, pontes de atracamento. E aí a cidade de Aracaju ganha forma como uma primeira cidade projetada de Sergipe Del Rei. E aí surgem várias pontes de atracamento ao longo do rio Sergipe para poder tanto atender a demanda que era exportar o açúcar do Vale do Cotinguiba, como receber navios estrangeiros e de outras partes do Brasil que vinham comercializar o nosso açúcar”, falou o professor e historiador, Luiz Cruz.
As comemorações pelos 171 anos aconteceram em toda a cidade com apresentações artísticas e atividades culturais. A esquadrilha da fumaça encantou também o público com diversas acrobacias para homenagear a menor capital do país. “Aracaju é maravilhoso. Uma cidade, eu acho que muito boa de viver, com uma sustentabilidade bem interessante, é tranquila”, contou a cidadã.
“Eu moro aqui há 30 anos, morei muito tempo em São Paulo e hoje é o melhor lugar para morar é aqui em Aracaju mesmo. Aqui você tem tranquilidade, é muito, não tem aquele trânsito caótico de grandes cidades. E aqui tem a orla da Atalaia, Atalaia Nova, Atalaia Velha”, afirmou o conterrâneo.
Entre praias, calçadões e cartões postais, Aracaju segue crescendo, mas sem perder o jeito tranquilo que conquista moradores e turistas. A data projeta o futuro de uma cidade que continua em transformação. “Preservar aquilo que marca a nossa identidade, como comer um amendoim, tomar um suco de mangaba, o pão jacó, que no Brasil todo só se fala aqui, mas ao mesmo tempo se reinventar em alguns pontos. Então esse diálogo entre o passado e o presente se torna importante na construção de um novo futuro para todos”, completou Luiz.




