NO VATICANO

Pregador da Casa Pontifícia destaca fé transmitida pelo diálogo e acolhida

Frei Capuchinho conduziu nova reflexão neste tempo quaresmal, com ênfase para a reforça humildade necessária para ver além das pessoas

Nesta sexta-feira, 20, padre Roberto Pasolini, pregador da Casa Pontifícia, conduziu a terceira pregação da Quaresma. Ao Papa Leão XIV e aos membros da Cúria Romana, ele refletiu sobre a missão de anunciar o Evangelho a toda criatura.

Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos

 

O Papa Leão XIV, membros da Cúria Romana, acompanharam a terceira pregação quaresmal inicial do padre Roberto Pasolini na sala Paulo VI. Inspirado em São Francisco, o pregador destacou que anunciar Cristo com humildade e não com superioridade é a verdadeira autoridade na evangelização. 

Segundo Pasolini, a missão nasce do desejo de partilhar a experiência do Evangelho que brota da palavra de Deus. Ele ressaltou que não é possível anunciar aquilo que não criou raízes na própria vida. Por isso é necessário tempo, oração e testemunho. O sacerdote também alertou para o risco de usar as coisas de Deus em busca de reconhecimento. 

“Cristo não é informação a ser transmitida, mas um mistério que habita a humanidade e pede para ser reconhecido”, disse o Frei Capuchinho. Para ele, “o Evangelho não se comunica como uma simples notícia, oferece-se como uma vida que lentamente toma forma”, concluiu.

O pregador da Casa Pontifícia explicou que o cristão não é o centro do anúncio, mas é sinal da presença de Deus.  De acordo com ele, é preciso primeiro acolher, reconhecer o valor e a humanidade do outro para depois anunciar. Nesse caminho, destacou a importância de uma pobreza real marcada pela confiança e pela abertura ao outro. 

“Apresentar-se sem ter tudo e sem controlar tudo”, ensinou o sacerdote, completando que “é preciso aceitar, depender da bondade, da sensibilidade do outro e perceber que o reino de Deus já está presente de maneira oculta também na vida de quem ainda não o conhece”.

Padre Roberto recordou um ensinamento do Papa Francisco. A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração. Uma atração que não nasce de uma presença que não impõe, mas desperta a liberdade. Ele destacou ainda que evangelizar exige, antes de tudo, saber escutar. Pois quando as palavras nascem de uma experiência real, elas chegam aos outros e quando permanecem abstratas e impessoais, não convencem ninguém.

Como exemplo, o pregador citou o encontro de São Francisco com o sultão do Egito. Em meio à guerra, o santo se apresentou com simplicidade e humildade, sem imposições. “Quando há acolhimento, o bem emerge, aquele bem no qual, de modo escondido, já está presente o mistério de Cristo”, ensinou Frei Capuchinho.

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