ACOLHIMENTO

Universidade de Brasília inaugura primeira cuidoteca do Centro-Oeste

Espaço inovador para acolher crianças de mães universitárias

A educação transforma vidas — e, muitas vezes, transforma também a realidade de toda uma família. A Universidade de Brasília deu um passo histórico ao inaugurar a primeira cuidoteca do Centro-Oeste voltada ao acolhimento de crianças entre três e nove anos. Incialmente o projeto vai receber 60 crianças no período noturno. O espaço nasce como um gesto concreto de cuidado e inclusão.

Reportagem de Aline Campelo
Imagens de Ersomar Ribeiro, Sanny Alves, Arquivo e Canalgov

O espaço nasce como um gesto concreto de cuidado e inclusão. Por anos, Yara e outras mães do coletivo de mães da UnB, grupo que atua para garantir a permanência de estudantes, funcionárias e professoras com filhos na universidade, sonharam com o espaço que tornasse possível conciliar a maternidade com a vida acadêmica. “Durante a noite a gente não tinha nenhum serviço que pudesse trazer pras alunas o conforto de estar dentro da universidade com seus filhos”, frisou a universitária da equipe de coordenação ao coletivo de Mães UnB, Yara Lima. 

Mães, pais e responsáveis que conciliam estudo, trabalho e responsabilidades familiares poderão contar a partir deste mês com o local seguro para deixar os filhos no período noturno. “As alunas traziam seus filhos para dentro da universidade e revezavam entre si”. A Cuidoteca da Universidade de Brasília será a segunda em funcionamento no país dentro de uma universidade pública federal. A primeira, inaugurada no ano passado, atende filhos e filhas de estudantes na Universidade Fluminense, no Rio de Janeiro.

Até o fim deste ano, outras oito unidades devem ser criadas em parceria com instituições federais. A Cuidoteca também se alinha às iniciativas da política nacional de cuidados, que busca ampliar a rede de apoio às famílias brasileiras e reconhecer o cuidado como parte essencial da vida social. 

Mais do que um serviço, o projeto representa um avanço na promoção da igualdade de oportunidades dentro da universidade. “Isso mudou a nossa realidade e o fato de eu me formar numa universidade pública vai mudar a realidade da minha filha”, completou.

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