TRANSFORMAÇÃO

Curso de cuidador de idosos conduz alunos a propósito e nova profissão

Inicitaiva que promove soliedariedade e traz propósito

Uma formação que vai além da qualificação profissional e tem transformado vidas. Em Belo Horizonte, um curso de cuidador de idosos tem ajudado alunos a encontrar propósito e espaço no mercado de trabalho.

Reportagem de Vanessa Anício e Daniel Camargo

Foi ajudando um familiar que Flávia descobriu uma vocação: cuidar de idosos. “Mudou tudo. Agora eu sei que quero cuidar. É só de você ver a alegria deles, o cuidado com que a gente tem com eles é prazeroso, o olhar deles”, disse a cuidadora Flávia Alves. 

Um cuidado que se torna cada vez mais necessário no Brasil. Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, indicam que o país passa por uma transição demográfica marcada pela redução das taxas de natalidade e pelo aumento da expectativa de vida.

Em 2024, a média de vida do brasileiro passou dos 76 anos e meio, a maior média já registrada. Um avanço que traz desafios para a saúde, o cuidado e para as famílias. E é justamente de olho nesse cenário que a Faculdade de Saúde, Santa Casa BH, oferece 192 bolsas sociais para o curso de cuidador de idosos. As vagas são destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica e distribuídas em seis turmas presenciais. 

“A gente tem 60 horas de aula teórica e 40 horas de aula prática. A gente tem as aulas no laboratório de ambiente simulado, a possibilidade de vivenciar na prática o cuidado com o idoso, real”, explicou a responsável pelos cursos de curta duração da Faculdade Santa Casa(BH), Patrícia Aparecida Pinto da Silva. 

Além da qualificação, o curso tem mudado histórias. Lembra da Flávia? Ela foi uma das alunas do curso e há seis anos começou sua trajetória profissional como cuidadora.

“A gente tem que cuidar deles assim também o dia a dia, brincar, contar história, ouvir eles”. “Na verdade, a gente vai cuidar de quem já cuidou, independente do processo de vida que a pessoa tem nesse momento, ela precisa de cuidado”. 

Dona Edna é uma das moradoras da instituição que Flávia trabalha e conhece de perto a importância de quem dedica tempo e atenção aos idosos. “Eu nunca imaginei chegar aos 80 anos numa casa de idosos e ser tratada dessa maneira. Jamais imaginei isso. Me trato tão bem quanto eu tratei meus pais, cuidam de mim com o mesmo carinho”.

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