A Igreja celebra, hoje, a Natividade de São João Batista, o profeta de grande devoção popular e que preparou os caminhos para a chegada de Jesus Cristo. Em São Paulo, assim como em boa parte do país, a devoção se espalhou ainda no período colonial
Reportagem de Sidinei Fernandes e Leandro Iarussi
A pequena igrejinha na zona sul de São Paulo ainda aguarda traços da capelinha de quando tudo começou. É nela que aos 76 anos, Dona Lourdes chega para mais um momento de fortalecimento da fé.
É assim, desde criança, descendente de portugueses, ela acompanhou o crescimento da piedade popular ao santo que batizou Jesus. “Sempre tive devoção a João Batista. Por quê? Não sei porquê. Cresci aqui e vi nascer a igreja dele. Então para mim é uma emoção muito grande”, contou a aposentada Lourdes Roque.
A devoção a São João Batista chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e por outros povos da Península Ibérica, uma herança de fé que há 66 anos deu origem a esta paróquia e que mantém viva essa tradição em várias cidades do país.
De um lado, Nossa Senhora de Fátima, de outro, o padroeiro São João Batista. É mais uma prova da propagação da fé dos primeiros moradores do bairro. “E aqui no Brasil se faz festa para celebrar São João com muita alegria e recordação de tudo aquilo que de bom nós recebemos daqueles que trouxeram a fé para o nosso país”, afirmou o padre da Paróquia São João Batista, Antônio Laureano.
Quem nasceu no mesmo dia de um dos santos mais populares do país tem motivos para celebrar. “Conhecendo a história do meu nome. A homenagem que foi dada a João Batista, eu aprendi a amá-lo, a ter devoção também, e também a entender todo o significado que foi na na minha vida, João Batista, na vida da minha família”, falou o vendedor, João Evangelista.
A natividade do precursor de Jesus recorda a importância da missão em preparar o caminho para a chegada do Salvador. “De João, nós aprendemos principalmente aquilo que nós chamamos de simplicidade. João, na sua humildade, ele correspondeu ao projeto de Deus, não apontando para si, mas apontando para o Senhor, como sendo este o caminho que conduz ao Pai”, retomou o padre.
Uma missão que Dona Lourdes aprendeu com os pais e carrega mais de sete décadas. Hoje chegou bem cedo para participar da Santa Missa. “Se Deus quiser, São João Batista quer, estarei na Missa hoje, celebrando a Missa aqui hoje”, concluiu dona Lourdes.




