Fazenda da Esperança carrega testemunhos e mudança na vida de muitos fiéis
Uma pesquisa do Instituto Ipsos apontou que 45% dos brasileiros têm como principal preocupação cotidiana a violência e a criminalidade. Embora a estatística apresente uma realidade difícil, a Igreja conta com obras que promovem a completa restauração da dignidade humana.
Reportagem de Emerson Tersigni e Ederaldo Paulini
Na terra do primeiro santo brasileiro, o milagre da transformação é diário. Wellington abriu o coração para trilhar a estrada da mudança após anos nos mais diversos vícios. “Pela graça de Deus, eu tive a oportunidade de vir para cá. Eu tenho um pai espiritual que se chama Agenor, me trouxe para cá e aqui eu tô. Hoje eu vou fazer 8 meses, vou fazer 11 meses, perdão. E isso é uma história. Porque da onde eu estava e onde eu tô hoje. Hoje eu sou um dos coordenadores da triagem. Faço valer a pena o que me ensinaram”, testemunhou o acolhido da Fazenda da Esperança, Wellington José da Silva.
A virada de chave aconteceu justamente na data do nascimento de Jesus. “Minha mãe tinha saído pro Natal e ela retornou. Nisso que ela retornou, eu tinha vendido todas as coisas da casa dela. Eu estava no quintal usando droga, tinha esticado um lençol no chão, usei droga e deitei no lençol com as minhas cachorras em volta, olhei pro céu estrelado e falei com Deus. Falei: ‘Senhor, o senhor me tira dessa situação ou eu vou morrer. Eu vou morrer literalmente’. Eu estava caminhando para isso. Eu acabei de agradecer a oração, de falar amém. Não deu 5 minutos. Esse meu pai espiritual ligou”, lembrou ele.
Apesar das adversidades, a esperança jamais deve ser perdida pelo cristão. E aqui em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, a Fazenda da Esperança é a prova viva de que o Espírito Santo concede aos seus assistidos a força necessária para construir pontes e recomeçar.
“Quando a gente vem para cá, a gente vem muito com esse pensamento de se livrar das drogas. Mas a gente, eu pelo menos descobri que o meu problema maior não era as drogas, o álcool. O meu maior problema era o meu comportamento. Era o meu jeito de ser, o meu jeito de tratar as pessoas, de ver o irmão. Então isso foi corrigido aqui aos poucos”, contou o voluntário da Fazenda da Esperançam, Fábio Almeida Araújo.
Fábio completou o seu primeiro ano de fazenda, uma vitória, e logo ao iniciar o segundo, passou a ser voluntário da obra. Quem um dia foi ajudado, agora doa a própria vida para ajudar a quem precisa. “Porque sobreviver, eu sobrevivi muito tempo lá fora, então eu desisti dessa sobrevivência e decidi viver. E aqui eu tenho essa liberdade de ser o que eu sou, de viver o que realmente que Deus realmente planejou pra minha vida. Porque quando a gente nasce, Ele não quer que a gente sofra. Nós escolhemos esse caminho, mas também temos o direito de escolher e viver bem ao lado Dele. E Ele vai sempre estar de braços abertos para nos receber”, completou ele.
Escolhidos para levar esperança, afinal em Cristo são mais que vencedores. Com tempo e depois de um longo período de plantio, a vida de cada um vai ganhando novas cores. “Como Jesus é o amor, acreditar em Jesus e acreditar na palavra de Jesus, colocar em prática como ele amou toda a humanidade, se distinguir das pessoas para amar. E nós precisamos amar também, mostrando esse coração misericordioso para dar esperança no mundo, onde não tem esperança”, concluiu da Fazenda da Esperança, padre Jean Paul Elombe Kumakese.




