Seminaristas, padres e bispos realizam formações para se atualizarem na forma de evangelizar pelas mídias
Como formar padres em um mundo cada vez mais conectado? A pergunta reúne, nesta semana, reitores e formadores de seminários e institutos religiosos de todo o país para discutir os desafios da cultura digital no discernimento vocacional e no exercício do ministério presbiteral.
Reportagem de Léo Apolinário e Daniel Camargo
A cultura digital e a inteligência artificial são temas que fazem parte da realidade da Igreja.
As tecnologias ampliaram as formas de evangelização e passaram a fazer parte da formação dos futuros sacerdotes promovidos pela organização dos seminários e institutos do Brasil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O tema reúne na capital mineira diretores e formadores de diversas regiões do país.
“Todos os meios de comunicação social são importantes na nossa formação para a propagação do Evangelho. O grande desafio hoje, até mesmo na formação presbiteral, é buscar ajudar os nossos seminaristas, até mesmo os futuros presbíteros, a utilizarem desses meios evangelização, porque são necessários”, disse o presidente da OSIB, padre Vagner Moraes.
Para quem acompanha a formação dos futuros padres, o desafio é ensinar o uso responsável das tecnologias, sem perder os valores da Igreja. “Deus nos colocou neste tempo. Então, nós temos que descobrir e redescobrir na realidade atual aquilo que ainda é valor, aquilo que ainda denota uma sacralidade da vida e do acompanhamento às pessoas que de nós se aproximam, desejosas de responder à vontade de Deus”, citou o reitor do seminário da Diocese de Luz, padre Marcos Tiago da Silva.
A evangelização na era dos algoritmos já é um desafio concreto e reforça a necessidade de preparar os futuros sacerdotes para essa nova realidade. “O grande desafio é ajudar os jovens, a entender essa realidade cultural do ambiente digital e ao mesmo tempo viver nesse ambiente que é espiritualidade, que é a vida intelectual, que é a sua formação pastoral”, falou o presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, Dom Valdir José de Castro.
Desafios que não terminam com a formação no seminário e que vão acompanhar os sacerdotes por toda a missão em um mundo cada vez mais conectado. “No ambiente digital existem várias vozes ali até discordantes até daquilo que tem a ver com a nossa fé”, completou ele.
