Confira como foi a Missa dos Santos Óleos nas dioceses do Brasil
Em diferentes regiões do país, a Igreja celebrou a Missa do Crisma nesta Quinta-feira Santa. Na ocasião, membros do clero renovaram seus compromissos sacerdotais e participaram da bênção dos santos óleos usados nos sacramentos ao longo do ano.
Reportagem de Aline Imercio, Isaque Valle e Francisco Coelho
Imagens de Antonio Matos, Genilson Pacetti e Ersomar Ribeiro
Celebração que manifesta a unidade da Igreja. Na Catedral da Sé, em São Paulo, a missa do crisma reuniu bispos, padres e fiéis em torno de um mesmo mistério. Na Arquidiocese de São Paulo, a Santa Missa do Crisma aconteceu na Catedral da Sé. Diante da renovação dos votos sacerdotais, o arcebispo Dom Odilo Scherer reforçou a importância da fé na hora de atualizar esta missão. “A nossa fé cristã, nossa relação com Cristo e com a Igreja que dá o significado do sacerdócio. Toda vez que a gente renova as promessas sacerdotais, no meu caso também as promessas episcopais, a gente lembra desse compromisso de vida de que brota da fé”, disse Dom Odilo.
A Missa do Crisma, como é chamada, traz a bênção dos santos óleos que serão utilizados ao longo do ano nos sacramentos em toda a Arquidiocese. “O óleo do batismo, porque nós batizamos, o óleo do crisma porque nós ungimos e o óleo dos enfermos, porque nós levamos essa esperança, essa graça de Deus a tantos os enfermos”, afirmou o pároco da Igreja Santa Cândida, padre Anderson Marçal.
A celebração expressa a comunhão da igreja e a missão que se renova a cada ano. “Os sacerdotes trazem Jesus todos os dias quando celebram a Eucaristia”, apontou o bispo auxiliar de São Paulo, Dom Carlos Lema Garcia.
“Portanto, é um dom muito grande. Cristo que veio como um homem para compadecer-se, das fraquezas, das misérias, das necessidades humanas, o sacerdote deve seguir aí”, reforçou o pároco da Igreja Santa Teresinha, padre Silvio César.
“A renovação tem esse sentido de começar de novo com a força, com o ânimo, com a graça de Deus, com a força do Espírito Santo que nos move a ser uma Igreja em saída, a anunciar o Evangelho da alegria”, comentou o bispo auxiliar na região de Brasilândia, Dom Carlos Silva.
E essa missão vivida no dia a dia dos sacerdotes ganha rosto e testemunho em diferentes realidades do país. Na Diocese de Lorena, interior de São Paulo, a celebração destacou justamente a entrega de quem respondeu ao chamado de Deus.
Dia de renovação e entrega em um momento de profunda comunhão. “A Missa do Crisma, da unidade, mostrando assim a comunhão entre o bispo, os padres e todo o povo de Deus reunidos no altar”, constou o bispo da Diocese de Lorena(SP), Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias.
Além da bênção dos santos óleos, a celebração também marca um momento importante na vida dos padres. A renovação dos votos sacerdotais expressa novamente o sim a Cristo e compromisso de fidelidade eterna ao Senhor.
Padre Rivelino é sacerdote há 27 anos. Para quem já percorre uma longa caminhada, o sentimento permanece o mesmo. “É relembrar o dia que eu fui ordenado, padre. É o dia que eu fui consagrado, o dia que eu me entreguei à Igreja de Cristo, vai me dar mais o quê? Uma injeção de ânimo, um encorajamento no meu ministério sacerdotal”, testemunhou da Paróquia Imaculada Conceição de Cruzeiro(SP), padre Rivelino Nogueira.
Para os mais jovens, a renovação das promessas confirma a vocação. “É muito bonito que num determinado momento nós seremos interrogados, indagados pelo senhor bispo e nós vamos falar: ‘Quero, quero com a graça de Deus’. Então, reconhecendo que nós também contamos com a graça de Deus que nos sustenta na nossa decisão tomada e também nessa continuidade da nossa vocação sacerdotal”, confirmou da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira Paulista(SP), padre Aílton Evangelista.
Chamados diferentes, mas uma mesma missão, servir com fidelidade e preparar o coração para viver o mistério da Páscoa. Uma entrega que se une a de toda a Igreja no Brasil. Em Brasília, a celebração evidenciou essa comunhão que ultrapassa fronteiras e chega ao coração do país.
O Cardeal Paulo César Costa, arcebispo metropolitano de Brasília, presidiu a celebração acompanhado do cardeal João Braz de Aviz, Dom Marcony Vinícius, arcebispo militar, e dos demais bispos e sacerdotes da Arquidiocese de Brasília.
A Missa dos Santos Óleos, também chamada de Missa da Unidade, expressa a comunhão da Igreja. A celebração litúrgica reafirma a unidade em torno do mistério pascal. Os sacerdotes se reúnem com o bispo local para renovar as promessas sacerdotais e permanecer fiéis à missão de santificar o povo de Deus.
“Um dia da gente renovar, voltar a aquele fundamento que é Jesus Cristo, os sacramentos, a Eucaristia, a razão de ser do nosso sacerdócio, da nossa entrega”, completou o bispo auxiliar de Brasília, Dom Denilson Geraldo.
Durante a homilia, Dom Paulo reafirmou que vivemos na dependência do Senhor e que a Igreja deve sempre esperar e acolher os dons de Deus. “Nós somos um povo que dependemos Dele. É Ele que vai nos dando e é Ele que vai santificando o seu povo no dia a dia. É Ele que vai dando os bens do que o Seu povo necessita para viver”, apontou Dom Ângelo.
Na Santa Missa do Crisma são abençoados e consagrados os três óleos utilizados na administração dos sacramentos. “A gente olha para o Antigo Testamento e vemos desde já, desde lá, não é, a o uso do óleo para ungir os reis, para poder ungir os profetas. E Jesus mesmo é chamado de ungido. Depois os apóstolos, eles também abençoam o óleo e ungem os enfermos”, concluiu o pároco da Catedral de Brasília, padre Agenor Vieira.




