História de Ana Carolina e Ana Lis mostram como amor e fé atravessa barreiras
O amor de mãe foi colocado à prova em meio à dor, às incertezas e à longa rotina de internações. Longe do filho mais velho e diante de uma doença rara e grave da filha, essa mãe encontrou, na fé, a força para nunca desistir da pequena Ana Lis.
Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos
Quem vê Ana Carolina assim, feliz com sua família, nem imagina a dor que essa mãe enfrentou. Pouco depois do nascimento da filha mais nova, Ana Lis, Carol precisou deixar o seu filho mais velho, Otávio, com familiares no Nordeste e veio para São Paulo em busca de tratamento para a menina.
Ana foi diagnosticada com a síndrome hepato entérica, uma condição rara e grave. “Quando a gente descobriu, era Aninha e cerca de mais 50 crianças no mundo todo, muitas já não estavam mais vivas”, relatou a fonoaudióloga, Ana Carolina Rosendo.
Durante o tratamento, Ana enfrentou longos períodos de internação, sempre acompanhada pela mãe, que permaneceu ao seu lado em todos os momentos. “O diagnóstico dela que fazia ela usar muitos aparelhos era a falência intestinal. Então, ela usava nutrição parenteral, onde ela ficava recebendo, a princípio 24 horas por dia todo o nutriente e medicações que ela precisava”, afirmou ela.
Mãe e filha se apegaram à fé. Nas redes sociais, Ana também decidiu evangelizar e hoje reúne mais de 300.000 seguidores. “É muito bom evangelizar porque é um jeito de levar mais pessoas para Deus”, falou a estudante, Ana Lis Rosendo.
Em meio à fé que Aninha e Carol tinham mesmo diante das dificuldades da doença, foi em uma viagem de peregrinação que elas consideram ter vivido um grande milagre que mudaria suas vidas.
No ano passado, Ana recebeu um convite para peregrinar em algumas regiões de devoção, entre elas, Medjugorje, conhecida pelas aparições de Nossa Senhora. Durante a viagem, porém, as medicações essenciais para o tratamento acabaram estragando. “Aí tinha um seguro que era para poder voltar de imediato e aí a médica disse: ‘Fica aí, vamos ver o que acontece’. Ela estava ficando fraca. Chegamos no outro dia em Medjugorje, tinha a subida da colina das aparições que não é fácil. De repente que me deu força para subir foi ela. No decorrer da viagem, ela só ia melhorando, melhorando. Voltamos ao Brasil, fizemos exames. E eu vou falar com as palavras do médico. ‘Ela ainda tem a mutação, mas ela não tem mais nenhum sinal da doença’”, testemunhou a mãe.
Hoje, Ana Lis não precisa mais tomar medicamentos e voltou a ter ao seu lado o irmão Otávio. “Depois de 9 anos, o primeiro Dia das Mães que eu vou poder viver com eles dois. E esse tá sendo um grande presente de Deus para mim”, expressou Ana Carolina.
“Para que as mães sempre sejam fortes. Que todas as que sentem que são mães, Nossa Senhora sempre interceda por elas”, terminou a menina.




