PRESERVAÇÃO

Em BH, igreja de 125 anos recebe restauração para recuperar a história

Trabalho renova pinturas e estruturas de segunda Igreja histórica de BH

Uma das igrejas mais antigas de Belo Horizonte passa por uma nova etapa de restauração. Desta vez, o trabalho recupera o forro da nave central e ajuda a preservar uma história de 125 anos.

Reportagem de Léo Apolinário e Gleyson Paulo

 

Quem frequenta a Igreja do Sagrado Coração de Jesus já se acostumou com os andaimes e tapumes. O restauro, que foi iniciado há 8 anos, está na quarta etapa.
A obra foi paralisada muitas vezes por falta de recursos. “Então, essa parte na frente foi reformada também, a cúpula do altar foi reformada”, contou o pároco da Igreja, padre George Massis.
A Igreja foi construída em 1901 e é o segundo templo católico mais antigo de Belo Horizonte.
Basta olhar o forro da nave revestido com imagens que retratam a vida de Jesus para perceber a necessidade das obras. “E nós, primeira coisa, salvamos o telhado que começou vazando a água. Coisa perigosa. Você está falando de um forro da Igreja que é um milagre que não caiu e graças a Deus que ninguém ficou ferido ou machucado”, retomou ele.
O trânsito intenso da região central de Belo Horizonte a ação do tempo, deixaram marcas no forro da nave.
Infiltrações e cupins danificaram a pintura e comprometeram a estrutura. Agora os restauradores trabalham para recuperar as características originais. “E agora o que que as que eles estão fazendo? Os outros restauradores estão preparando, fazendo o nível colocando uma massa para ela ficar no nível do forro e depois vem a pintura, que seria a reintegração cromática”, explicou a técnica em restauro Adriane Juliano.
Na parte externa, serviços de paisagismo. A Mitra investiu até aqui 1 milhão de reais, além de outros 420 mil do IEFA e 70 mil da prefeitura de Belo Horizonte, já que o templo é tombado pelo estado e município.
“A gente estima fazer a partir do final da da obra do forró dar sequência na restauração das alvenarias da nave, que é o que ainda falta aqui, a recuperação do piso da parte da nave. E, em paralelo ao tratamento das janelas com os vitrais, recuperação de janelas, a instalação da parte elétrica para suporte da iluminação”, concluiu o arquiteto do Memorial da Arquidiocese de BH, Hebert Júnior.

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