GASTRONOMIA

Festival espalha o sabor de Minas por 46 bares e restaurantes de BH

Terceira edição do evento reúne receitas tradicionais e versões criativas dos pratos mineiros

Até o mês que vem, a cidade de Belo Horizonte se torna um grande roteiro gastronômico dedicado a um dos pratos mais tradicionais do estado. É o Festival do Tropeiro Mineiro, que reúne dezenas de estabelecimentos em diferentes regiões da capital.

Reportagem de Vanessa Anício e Daniel Camargo

 

Do centro a Pampulha de Santa Teresa, a venda nova. Tem feijão tropeiro espalhado por toda Belo Horizonte e não tem quem resista ao prato tradicional pelas lembranças que carrega. “De fato, é um prato característico da nossa da nossa do nosso estado e assim é maravilhoso. Eu mesmo sou um amante de tropeiros e sempre que vejo um não recuso”, disse o engenheiro de dados, Ítalo Marcos Bizzoto.

“Representa final de semana, domingo, almoço de domingo, tropeiro com linguiça e couve”, falou o administrador, Flávio Câmara.

E foi pensando em valorizar esse prato tão presente na mesa dos mineiros que o Festival do Tropeiro Mineiro chega à sua terceira edição, reunindo 47 bares e restaurantes, cada um com sua própria maneira de preparar o prato que atravessa gerações. “O feijão tropeiro é um prato icônico, é a raiz da nossa cozinha. É um prato icônico em Minas. Aliás, no Brasil, mas em Minas mais que tudo. E a proposta era exatamente essa, valorizar a nossa cozinha mineira, a nossa cozinha raiz”, contou a idealizadora, Miriam Cerutti.

Feijão, farinha, carne e outros ingredientes se encontram em receitas que preservam a tradição, mas também ganham a identidade de cada cozinha. A proposta do festival é justamente mostrar que não existe apenas um jeito de fazer o tropeiro. A receita que nasceu ligada à rotina dos tropeiros e a necessidade de transportar alimentos por longas viagens continua viva na mesa dos mineiros. Mas em algumas casas de um jeitinho que foge do tradicional.

“O meu tropeiro tem bacon, tem carne de porco, tem linguiça, tem farinha, tem feijão, mesmo que seja um pouquinho diferente, mas não tem torresmo no lugar do torresmo, então um camarãozinho que vai no meio do tropeiro e ainda vai decorar por cima e a banana da terra também porque para dar uma quebrada um pouquinho no sabor. Muita gente tá dizendo que eu fui audacioso, mas se tratando de um evento que tem 47 bares, o evento é todo focado no tropeiro, se você não trouxer nada diferente, eu acho que você não consegue trazer um cliente diferente”, ressaltou o dono de restaurante participante, José Márcio Ferreira.

Tudo será avaliado por um júri técnico, levando em conta três critérios: apresentação, criatividade e sabor. Mas quem escolhe o grande vencedor do Festival do Tropeiro Mineiro é o público que pode experimentar as receitas e participar dessa disputa de sabores. E como boa mineira, é claro que eu dei meu aval nessa versão diferente do nosso tropeiro.

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