Diversidade de espécies dos Ipês e as várias cores alegram a capital mineira
Com o início da florada dos ipês, Belo Horizonte se transforma em um verdadeiro jardim a céu aberto. São mais de 43 mil árvores espalhadas pela cidade, que chamam a atenção de moradores e turistas.
Reportagem de Léo Apolinário e Daniel Camargo
Quem anda pelas ruas da capital mineira vê que a paisagem está mais bela e florida, o que deixa o dia da Ana Cecília mais colorido e alegre. “Os ipês colorem a nossa BH. Tira esse cinza, o asfalto, tudo. Você vê que a cidade toda está todo mundo na rua dando uma olhadinha para cima”, falou a jornalista, Ana Cecília Rezende.
A florada dos ipês começa agora no período de frio, adaptada ao clima do cerrado. Na capital dos ipês são 43.000 árvores cadastradas divididas entre 12 espécies. Ao lado do edifício Niemeyer, um dos principais símbolos da arquitetura mineira, os ipês compõem um cenário que chamou a atenção das capixabas Ester e Elayne. “E os ipês trazem vida. Traz cor, traz alegria”, disse a professora, Ester Félix. “Então, muito lindas. São lindos. A cidade é linda. A cidade é muito linda, a arquitetura é linda, é super arborizada. A gente está bem feliz aqui”, comentou a analista de responsabilidade social, Elayne Batista.
Desde a fundação de Belo Horizonte, em 1897, os ipês fazem parte da paisagem da capital. Aarão Reis, engenheiro urbanista, responsável pelo planejamento da cidade, foi quem teve a ideia de que tivessem flores ao longo de todo o ano. Por isso, diferentes espécies de ipês foram plantadas.
“Cada cor, ela vem dentro de uma época do ano específica, de acordo com o clima também. A gente já tem algumas rosas que já estão florescendo. Em agosto com o ipês branco e finaliza em setembro com o ipês amarelo”, pontuou a bióloga botânica, Fernanda Raggi.
Os ipês rosa e roxo são os mais comuns de encontrar pelas ruas da capital e o clima ajuda a transformar a paisagem da cidade. “Querendo ou não, muita gente tá reclamando do frio que o El Niño trouxe, mas eu tô agradecendo porque eles enxergaram ao longo do ano que eles agora podem e devem florescer”, completou ela.




