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Igreja e sociedade

Cardeal aborda sustentabilidade em mensagem para o Dia do Turismo

Pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, Dom Rino Fisichella escreve sobre “Turismo e investimentos verdes” para a data celebrada em 27 de setembro

Da Redação, com Vatican News

Foto: Rudy e Peter Skitterians/Pixabay

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, nesta sexta-feira, 26, a mensagem para o 44º Dia Mundial do Turismo. O tema é “Turismo e investimentos verdes”, e segue o proposto pela Organização Mundial do Turismo. O documento é assinado pelo pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, Dom Rino Fisichella.

O anúncio da mensagem foi feito em meio à Semana Laudato Si’, comemorada no mundo inteiro. Entre os dias 21 e 28 de maio deste ano, é comemorada a publicação da carta encíclica Laudato Si’, em 2015, pelo Papa Francisco. O documento trata do cuidado com a casa comum, e é citado ao longo da mensagem para o Dia Mundial do Turismo.

A data é celebrada anualmente no dia 27 de setembro, coincidentemente durante o Tempo da Criação. Esse é um período que foi proposto para a Igreja Católica, pelo Papa Francisco, em 2015, durante o qual os católicos do mundo inteiro rezam pelo cuidado da criação. As orações se iniciam em 1º de setembro, com o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e se estendem até 4 de outubro, Festa de São Francisco de Assis.

Na mensagem, Dom Fisichella escreve que a escolha do tema é um sinal do desejo da Igreja de participar do empenho no cuidado com o planeta. “Que, a partir do ensinamento do Papa Francisco, possa aumentar, de forma eficaz, o cuidado pela criação, objetivo essencial para a vida das pessoas”, afirma.

Ética para investir e acolher bem

Em primeiro lugar, o religioso indica a necessidade de se colocar a favor dos investimentos sustentáveis, como Francisco sublinhou na Laudato Si’. “Promover investimentos sustentáveis ​​é também um testemunho de fé que se fortalece no respeito à natureza, criada e confiada a nós por Deus”, declara, recordando passagens do livro do Gênesis em que Deus confia o cuidado da terra a Adão e Eva (cf. Gen 1,27-29).

Dom Fisichella reflete também sobre a necessidade de acolhimento cristão, especialmente aos turistas. “O turista é particularmente sensível à forma como é recebido. (…) Em um contexto cultural onde a indiferença é excessiva, é fundamental que os cristãos sejam testemunhas de um acolhimento que deixe a pessoa à vontade e a faça experimentar a fraternidade”. Assim, essa é uma oportunidade para apresentar o Evangelho e dar sentido ao tempo de descanso de quem está a viajar.

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Outro ponto abordado é o da economia sustentável e da dignidade humana. O religioso alerta que não se deve adotar uma economia voltada apenas para o lucro. “A primazia da ética não pode ser ofuscada pela sede de ganhos”. E cita o próprio Papa Francisco, que orienta na Laudato Si’: “é mais digno usar a inteligência, com ousadia e responsabilidade, para encontrar formas de desenvolvimento sustentável e equitativo, no quadro de uma concepção mais ampla de qualidade de vida” (n. 192).

Cuidar da dignidade humana e da casa comum

A mensagem também fala da arte e da não concentração dos investimentos no “turismo de massa”. Dom Fisichella recomenda que os recursos sejam empregados para promover a dignidade dos trabalhadores do setor turístico, aumentando a qualidade do serviço. Assim, a arte, que “é parte integrante da nossa missão de proclamar o Evangelho e promover o crescimento espiritual dos crentes”, se desenvolve ainda mais.

Retornando à temática do cuidado com a casa comum, o religioso declara que é possível oferecer férias com padrões menos consumistas e mais respeitosas à natureza. “Também as férias, portanto, podem se tornar uma provocação para adotar comportamentos e estilos de vida que ajudem a voltar a olhar para o Alto (…) É a partir daqui que todos devem recomeçar a dar razão ao respeito pela natureza, a comprometer-se com uma ecologia integral”, escreve.

Dom Fisichella termina a mensagem ressaltando a importância dos trabalhadores do turismo e os agradecendo. Por fim, recorda a aproximação do Jubileu de 2025, e afirma que “a preparação para o próximo Ano Jubilar deve ser celebrada e vivida com esta atenção à criação, mantendo a esperança de construir juntos o futuro”.

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