Em audiência com diretores e funcionários de bancos italianos, Leão XIV recordou como instituições financeiras podem contribuir com o desenvolvimento humano
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV se encontrou com funcionários de instituições bancárias italianas neste sábado, 16 / Foto: IMAGO/Catholic Press Photo via Reuters
Neste sábado, 16, o Papa Leão XIV recebeu em audiência diretores e funcionários de diversas instituições bancárias italianas. Em seu discurso, refletiu sobre a função dos bancos e na sociedade, destacando a importância daqueles que testemunham a complementaridade entre poupança e investimento, privado e público, para a realização do bem comum e para um sólido crescimento econômico.
O Pontífice afirmou que as instituições financeiras favoreceram, de diferentes maneiras, uma justa partilha e redistribuição de riqueza entre indivíduos, empresas e instituições, tornando o seu usufruto mais acessível a todos e valorizando a contribuição de cada um. “Esta é uma função social que se insere muito bem na missão confiada por Deus ao homem de ser guardião da criação”, sublinhou.
“Justamente em virtude desta capacidade construtiva”, prosseguiu o Santo Padre, “o sistema bancário se encontrou, ao longo dos séculos, no centro de grandes processos de desenvolvimento econômico e social, tornando-se uma realidade cada vez mais complexa e articulada, capaz de influenciar a vida das pessoas”. Tal influência, sinalizou, leva à dupla possibilidade de tornar-se promotor de uma partilha justa para o bem-estar geral ou, negativamente, defensor de acúmulos egoístas, fonte de disparidade e miséria.
Colocar a pessoa no centro
Diante deste cenário, fazer o bem não significa apenas agir de maneira correta, mas também informar e formar as pessoas para um uso consciente e moralmente apropriado dos recursos. Essa maneira de agir, pontuou Leão XIV, garante, ao longo do tempo, um crescimento saudável e duradouro de estruturas, modelos sociais e relações.
Aprofundando a importância das instituições financeiras, o Papa afirmou que em um banco não entram somente capitais, mas pessoas. “Por trás dos números existem mulheres e homens, famílias que precisam de ajuda”, frisou.
Embora o avanço da tecnologia e a informatização imponham mediações cada vez mais elaboradas e artificiais, o Pontífice recordou os presentes, “herdeiros de uma grande tradição de atenção humana”, que eles são chamados a garantir que quem acessa os seus serviços não se sinta abandonado à frieza de sistemas algorítmos.
Os bancos podem influenciar muito a evolução estrutural de uma sociedade e também o seu desenvolvimento cultural, sublinhou o Santo Padre. Por isso, a presença dos bancários é preciosa para lembrar a quem tão facilmente se fecha em valores puramente materiais, que também no campo financeiro é preciso colocar sempre a pessoa no centro.
“Fiéis às suas origens, nunca se esqueçam da caridade; pelo contrário, façam dela, cada vez mais, o critério orientador de suas escolhas programáticas”, concluiu Leão XIV.




