Leão XIV presidiu celebração nesta quinta-feira, 18, e destacou, em sua homilia, trajetória do cardeal falecido aos 95 anos ao serviço de Deus e da Igreja
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV asperge o caixão do Cardeal Ruini durante exéquias / Foto: Vatican Media/IPA/Sipa USA via Reuters
Um “pastor sábio e atencioso”, capaz de servir à Igreja “tanto nas funções mais humildes quanto naquelas que carregam maior responsabilidade”. Assim o Papa Leão XIV definiu o Cardeal Camillo Ruini, cujas exéquias foram presididas pelo Pontífice nesta quinta-feira, 18.
O cardeal italiano faleceu nesta terça-feira, 16, aos 95 anos. Ruini foi vigário geral do Papa para a Diocese de Roma e arcipreste da Basílica de São João de Latrão entre 1991 e 2008 e presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) de 1991 a 2007.
Em sua homilia, o Santo Padre recordou com gratidão os projetos, intuições e iniciativas empreendidas pelo cardeal durante seus longos anos de serviço à Igreja. A partir das leituras da Liturgia do dia, citou qualidades e atitudes de fidelidade a Cristo e à Igreja das quais Ruini foi um bom exemplo, entre elas a oração.
“Ele mesmo testemunhou que um dos recursos que mais o acompanhou ao longo de sua longa vida, desde a infância, foi a oração: simples, sincera, espontânea em seus tenros anos e amadurecida com o tempo, até a fragilidade e a doença”, afirmou Leão XIV.
“Fomos feitos para a verdade e a bondade”
No Evangelho do dia (Mt 6,19-23), no qual Jesus ora ao Pai para que conceda “àqueles que me deste” estar “onde eu estou”, o Papa assinalou a “estrela-guia” da existência do cardeal, inteiramente voltada para o serviço e para a interpretação da vontade de Deus em uma busca constante da própria salvação e daqueles ao seu redor.
“Façamos nosso o seu desejo: alcançar o lugar onde o Senhor nos espera e nos deseja, em eterna alegria, e caminhar rumo a esse objetivo, cada um com o desejo de participar dele junto com os outros, unidos Nele e entre nós, para sempre”, exortou o Pontífice.
Todas as prerrogativas pessoais exemplares do cardeal, continuou o Santo Padre, encontram sua sublimação no lema que escolheu para seu episcopado: “A verdade nos libertará” (Jo 8,32). “Fomos feitos para a verdade e a bondade, e somente nelas encontramos unidade, paz e plenitude, tanto na vida terrena quanto na eternidade”, salientou.
Por fim, Leão XIV orou para que Deus conceda ao falecido “a recompensa de sua paz eterna”. Ao final da liturgia, o Papa, após uma oração em latim, aspergiu o caixão com água benta e o incensou com o turíbulo. Em seguida, saiu em procissão com os bispos e cardeais concelebrantes.




