MISSA DO CRISMA

Nossa missão nos exige unidade e traz a paz, diz Papa ao clero

Celebrando a Semana Santa pela primeira vez como Pontífice, Leão XIV presidiu a Missa do Crisma nesta quinta-feira, 2, e refletiu sobre dimensões da missão cristã

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra o Papa Leão XIV de perfil, paramentado com vestes litúrgicas brancas com detalhes dourados e carregando a férula papal com a mão esquerda.

Papa Leão XIV na Missa do Crisma nesta quinta-feira, 2 / Foto: Marek Ladzinski/ZUMA Press Wire via Reuters

Na manhã desta quinta-feira, 2, o Papa Leão XIV presidiu a Missa do Crisma. Esta é a primeira vez que o Pontífice celebra a Semana Santa. Patriarcas, cardeais, bispos e presbíteros concelebraram a Missa na Basílica de São Pedro.

Em sua homilia, o Santo Padre destacou três segredos da missão cristã — desapego, encontro e rejeição —, frisando que cada fiel participa dela de acordo com a sua vocação, mas sem romper a comunhão. Dirigindo-se aos bispos e presbíteros, Leão XIV indicou que renovar as promessas é ser Igreja enviada para estar a serviço de todos os batizados.

Tal missão, prosseguiu, exige desapego e esvaziamento para renascer, assim como fez Jesus ao “esvaziar-se de si mesmo” — condição para o encontro e a intimidade. “O amor só é verdadeiro se estiver desarmado — desprovido de muitos empecilhos e sem nenhuma ostentação —, se guarda delicadamente a fraqueza e a nudez”, afirmou.

Testemunho de unidade

Em relação ao segredo do encontro, o Papa pontuou que, como na Igreja é preciso que todos caminhem juntos e sejam testemunho vivo de um Corpo com muitos membros, a missão pode ser pervertida por lógicas de domínio. Assim, faz-se necessário chegar ao lugar para onde se é enviado com simplicidade para acolher depois de se deixar ser acolhido.

“Os grandes missionários são testemunhas de aproximações feitas com delicadeza, cujo método consiste na partilha da vida, no serviço desinteressado, na renúncia a qualquer estratégia calculista, no diálogo, no respeito. É o caminho da encarnação, que assume sempre de novo a forma da inculturação”, enfatizou o Pontífice.

Por fim, ao abordar a dimensão da rejeição, o Santo Padre apontou que faz parte da missão comprometer-se a não fugir, mas “passar pelo meio” da provação. Assim fez Jesus, que, passando pelo meio de seus perseguidores, seguiu o seu caminho.

“Nesta hora sombria da história, foi do agrado de Deus enviar-nos para difundir o perfume de Cristo onde reina o odor da morte. Renovemos o nosso ‘sim’ a esta missão que nos exige unidade e que traz a paz. Sim, aqui estamos! Superemos o sentimento de impotência e de medo! Anunciamos a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”, finalizou Leão XIV.

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