Santa Sé publicou mensagem de Leão XIV por ocasião da Jornada da Universidade Católica, celebrada neste domingo, 19
Da redação, com Vatican News

Foto: REUTERS/Manon Cruz
Sem a caridade, o conhecimento é inútil. Esta é a perspectiva sugerida pela mensagem do Papa Leão XIV para a Jornada da Universidade Católica, celebrada neste domingo, 19. O texto é assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, e foi publicado pela Santa Sé.
Na mensagem, o Pontífice aprofunda três aspectos: a relação entre conhecimento e amor pelo saber, o diálogo como critério para um desenvolvimento adequado do saber e a inteligência artificial a ser aplicada com responsabilidade. Ele sublinha, como princípio fundamental, que o ato de conhecer é fruto de um desejo, antes mesmo de uma aplicação da inteligência.
“Recordar este princípio é fundamental, tanto para promover uma formação que não gere curtos-circuitos nem usos instrumentais e ideológicos do conhecimento, quanto para garantir um saber que, reconhecendo o verdadeiro e o bem presentes na realidade das coisas, saiba também traduzir-se em uma sabedoria de vida”, escreve o Santo Padre.
Superar o individualismo
Leão XIV recorda seu predecessor, o Papa Francisco, que na exortação apostólica Christus vivit aborda a necessidade de enxertar sempre o conhecimento em um horizonte que supere o individualismo, capaz de criar redes e conexões interdisciplinares e também de realizar uma opção pelos últimos, pelos descartados.
“Somente um saber aberto, desenvolvido com esse dinamismo, pode contribuir para o bem comum e superar as tantas distorções causadas por uma pesquisa voltada apenas para o lucro econômico e para objetivos de predomínio”, sinaliza Leão XIV. “O saber não orientado para o encontro e para a justiça está na raiz de tantos males, como atesta a história conturbada na qual estamos imersos”, acrescenta.
Ao mesmo tempo em que o texto elogia algumas iniciativas, ela detém-se nos desafios colocados pela inteligência artificial e retoma a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, na qual se faz um apelo à capacidade de um pensamento crítico. “Os processos do saber não podem ser reduzidos à produção de algoritmos cada vez mais poderosos, mas, ao contrário, exigem um adequado nível de responsabilidade humana e de avaliação ética”, conclui o Pontífice.




